segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Quando dólares falam mais alto

Engana-se quem pensa que já se conhecem todos os fatos relacionados com o golpe civil militar de 1964 que derrubou o Presidente constitucional João Goulart. 




Nos últimos meses, graças ao trabalho das Comissões da Verdade, sejam estaduais ou a Nacional, muito fato novo vem sendo divulgado. 
Mas um fato desta semana, protagonizado por João Vicente Goulart, ao ouvir uma denúncia do então Major do Exército Erimá Pinheiro Moreira, poderá mudar o entendimento de muita gente sobre a ocorrência  mais negativa da história recente brasileira. O alerta tem endereço certo, ou seja, aqueles que ainda imaginam terem os golpistas civis e militares agido por idealismo ou algo do gênero.
O Major farmacêutico em questão, hoje anistiado como Coronel, servia em São Paulo em 31 de março de 1964 sob as ordens do então comandante II Exército, General Amaury Kruel (foto).  Na manhã daquele dia, Kruel dizia em alto e bom som que resistiria aos golpistas, mas em pouco tempo mudou de posição. E qual foi o motivo de o general, que era amigo do Presidente Jango Goulart, ter mudado de posição assim tão de repente, não mais que de repente?
Mineiro de Alvinópolis, Erimá Moreira, hoje com 94 anos, e há muito com o fato ocorrido naquele dia trágico atravessado na garganta, decidiu contar em detalhes o que aconteceu. O militar, que era também proprietário de um laboratório farmacêutico e posteriormente convidado a assumir a direção de um hospital, foi procurado por Kruel no hospital. Naquele encontro, o general garantiu ao major que Jango não seria derrubado e que o II Exército garantiria a vida do Presidente da República.
Pois bem, as 2 da tarde Erimá foi procurado por um emissário de Kruel de nome Ascoli de Oliveira dizendo que o general queria se reunir com um pessoal fora das dependências do II Exército. Erimá indicou então o espaço do laboratório localizado na esquina da Avenida Aclimação, local que hoje é a sede de uma escola particular de São Paulo. Pouco tempo depois apareceu o próprio comandante do II Exército, que antes de se dirigir a uma sala onde receberia os visitantes pediu ao então major que aguardasse a chegada do grupo.
Erimá Moreira ficou aguardando até que apareceram quatro pessoas, um deles o presidente interino da Federação das Indústrias de São Paulo (FIESP), de nome Raphael de Souza Noschese, este já conhecido do major. Três dos visitantes carregavam duas maletas grandes cada um. Erimá, por questão de segurança, porque temia que pudessem estar carregando explosivos ou armas, mandou abrir as maletas e viu uma grande quantidade de notas de dólares. Terminada a reunião foi pedida que a equipe do major levasse as maletas até o porta-malas do carro de Amaury Kruel, o que foi feito.
De manhã cedo, por volta das 6,30 da manhã, Erimá Moreira conta que mais ou menos uma hora e meia depois da chegada no laboratório ligou o rádio de pilha para ouvir o discurso do comandante do II Exército. Moreira disse que levou um susto quando ouviu Kruel dizer que se “o Presidente da República não demitisse os comunistas do governo ficaria ao lado da “revolução”.
Erimá Moreira então associou o que tinha acontecido no dia anterior com a mudança de postura do Kruel e falou para si mesmo: “pelo amor de Deus será que ajudei o Kruel a derrubar o Presidente da República?” 
Ainda ouvindo o discurso de Kruel, conta Erimá, chegaram uns praças para avisar que tinha uma reunião marcada com o general no QG do II Exército.
Na reunião, vários militares, alguns comandantes de unidades, eram perguntados se apoiavam Kruel. “Eu não aceitei e pedi para ser transferido”.
Indignado, Erimá Moreira dirigiu-se a um coronel do staff do comandante do II Exército para perguntar se o general Kruel não tinha recebido todo aquele dinheiro para garantir a vida do Presidente. “Me transfiram daqui, que com o Kruel no comando eu não fico”.
Aí então – prossegue Erimá Moreira – me colocaram de férias para eu esfriar a cabeça. Na volta das férias, depois de um mês, fiquei sabendo pelo jornal que o Kruel havia me cassado”.
A partir de então o Major e a família passaram maus momentos com os vizinhos dizendo à minha mulher que era casada com um comunista. “Naquela época, quem fosse preso ou cassado era considerado comunista”.
Algum tempo depois contei esta história que estou contando agora ao General Carlos Luis Guedes, meu amigo desde quando servimos em unidades militares em São João del Rey. Fiz um relatório por escrito e com firma reconhecida. O General Guedes tirou xerox e levou o relato para a mesa do Kruel. Em menos de 24 horas o Kruel pediu para ira para a Reserva. Fiquei sabendo que com o milhão de dólares que recebeu do governo dos Estados Unidos comprou duas fazendas na Bahia”.
Ao finalizar o relato, o hoje Coronel Erimá Moreira mostrou-se aliviado e ao ser perguntado se autorizava a divulgação desse depoimento, ele respondeu que “não tinha problema nenhum”.
Nesse sentido, sugerimos aos editores de todas as mídias que procurem o Coronel Erimá Pinheiro Moreira para ouvir dele próprio o que foi contado neste espaço. Sugerimos em especial aos editores de O Globo, periódico que recentemente fez uma autocrítica por ter apoiado o golpe de 64, que elaborem matéria com o militar que reside em São Paulo.
|
  • 16 Comentários recebidos
·          Em 03/10/2013, Eliseu Leão escreveu:
Legal. Ouvimos sempre a estoria contada pelo caçador e raramente a contada pela caça. --- Faz muito tempo que está girando na internet a mail - ''Os cinco Generais Presidentes'' - relatando a ''pobreza'' deles: Castelo, apenas um apartamento em Ipanema e poucas ações de empresas públicas e privadas -- Costa e Silva bateu as botas deixando um apartamento em construção, em Copacabana -- Garrastazu Médice, dispunha, como herança de família, de uma fazenda de gado em Bagé -- Ernesto Geisel, antes de assumir a presidência, comprou o sítio de Teresópolis -- Figueiredo, depois de deixar o poder, não aguentou as despesas do sítio em Petrópolis. Pensou em vende-lo e ficar com os cavalos pra não sentir o cheiro do Povo. Depois mudou de idéia. Vendeu primeiro os cavalos e depois o sítio, ficando com o apartamento de São Conrado. O autor desse relato quer lembrar aos eleitores ''palhaços'' que estes generais não enriqueceram no poder, ao contrário do Lula, que fez filme com dinheiro público exaltando a propria personalidade, comprou avião de luxo no exterior, saiu de Brasilia com 11 caminhões lotados com moveis e objetos roubados, etc, etc.
    • Em 03/10/2013, Eliseu Leão escreveu:
O Kruel era coronel mas já tinha talento -- A Escola Superior de Guerra (criada em 1949 por inspiração e com a ajuda dos EUA) foi dirida pelo grupo de entreguistas da ''cruzada democrática'', que obedecendo ordens expressas do governo estadunidense, retirou o General Estilac Leal do Ministério da Guerra (um nome que honra o Brasil e os brasileiros). Com a queda do Estilac Leal a curriola do Eduardo Gomes teve ''mão livre'' pra desencadear a repressão dentro das Forças Armadas sob a orientação direta de oficiais estadunidenses. Transformaram quartéis em locais de tortura de dezenas de oficiais, sargentos, soldados e marinheiros ligados à luta anti-imperialista; oficiais estadunidenses participavam das escoltas que prendiam militares brasileiros!! ------ Alguém pode imaginar uma escolta integrada por militares brasileiros prendendo militares estadunidenses no solo dos EUA?? Basta esse fato pra dar a dimensão da falta de honra, patriotismo e vergonha dos entreguistas que executaram o golpe contra Jango ------ O capitão estadunidense Edgard Bundy, obedecendo ordens do presidente Truman, orientou diligências no Brasil ''dando assistencia'' ao cel. Amaury Kruel na Auditoria incumbida de julgar oficiais ''comunistas'' da FAB (comunistas eram aqueles que defendiam os interesses do Brasil e se opunham aos interesses dos EUA). Fonte: Moniz Bandeira.
    • Em 03/10/2013, Rubens escreveu:
É, o poder do dinheiro e a falta de dignidade de um comandante do exército brasileiro.
    • Em 04/10/2013, Eliseu Leão escreveu:
Parece até que foi ontem, 3 de outubro de 1953, a assinatura da Lei 2004 pelo Getúlio Vargas. 60 anos redondos! A Standard Oil do Nelson Rockfeller (que se dependesse de mim é espírito danado, padecendo nas quintas do inferno que nem mesmo a visão mais horripilante de um Hieronymus Bosch conseguiria representar), aliciara deus e todo mundo pra convencer os brasileiros que não existia nenhum petróleo por estas bandas. Quatro anos depois da assinatura da 2004, uma Comissão Parlamentar de Inquérito da Câmara dos Deputados, comprovara que “O Estado de São Paulo”, “O Globo” e “Correio da Manhã” foram bem remunerados pela publicidade estrangeira para moverem campanhas - contra - a nacionalização do petróleo. --- Parece ontem porque a luta continua ainda hoje, como recorda Fernando Brito: . E Brito grifa: “liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas”… --- Quanta traição, quanta desonra na ação destes individuos civis e militares que não merecem a cidadania brasileira nem o nosso respeito; que juraram de servir ao Brasil... --- E já que estamos falamos da Lei 2004 pensem no dano que um general como o Eurico Gaspar Dutra, insignificante intelectualmente, moralmente e fisicamente, causou e ainda causa ao Brasil. Um cara tão desprezível que nem merece ser representado nos horrores das telas do Bosch.

·  Em 05/10/2013, Clovis escreveu:

Isso lembra o que foi comprovado neste ano, após a liberação de documentos até então secretos do governo britânico. A Espanha não entrou na Segunda Guerra (ao lado dos nazistas) porque os principais generais de Franco foram literalmente comprados pelo serviço secreto inglês.

·  Em 06/10/2013, Carlos escreveu:

Mas isso era lógico. E depois venderam o Brasil para os EUA.

·  Em 06/10/2013, Maués escreveu:

Não devemos confundir nem generalizar, a cúpula militar desfechou o golpe a soldo dos mandatários capitalistas, a base da oficialidade cumpriu ordens sem saber os reais objetivos da quartelada. Aos que estão enraivecidos com o corajoso depoimento do major Erimar, eu lembro que: contra fatos não há argumentos!

·  Em 06/10/2013, Fernando escreveu:

Fico realmente impressionado que depois passados tantos anos e com tantos livros publicados pela direita e também pela esquerda, que as pessoas parecem não ter qualquer capacidade de discernimento para entender, apesar das provas contundentes que estão aí que o golpe militar de 64 assim como os demais golpes ocorridos na américa latina forma todos uma iniciativa dos norte-americanos no sentido de "impedir ou evitar" que o comunismo ou o "MAL CUBANO" se espalhassem por aqui, mas que na verdade esta era uma iniciativa para que eles simplesmente ampliassem enormemente o seu poderio econômico e financeiro. Os norte-americanos sempre viveram a ainda vivem explorando a tudo e a todos, mas antes da segunda guerra era um país como outro qualquer, sem eira nem beira. Este é um assunto muito amplo, entretanto meu caríssimo Mario Augusto, mais uma vez parabéns pela matéria. A corrupção campeia em todo o poder. Talvez poderíamos citar num primeiro momento dois presidentes que sobreviveram ilesos a este ataque: Allende e agora nosso Jose "Pepe" Mujica, o resto é o resto!

·  Em 07/10/2013, Eliseu Leão escreveu:

Confirmando o leitor Fernando --- «Numa reunião de embaixadores da America Latina, em 1950, George Kennan disse que a maior preocupação dos EUA é com ''a proteção das nossas (isto é, da A.Latina) matérias-primas. Devemos combater a heresia que está se espalhando: a idéia de que um governo tem responsabilidade direta pelo bem do povo. Isso é comunismo, seja qual for o lado politico dos que a defendem. Essa gente pode formar grupos de auto-ajuda, baseados na Igreja, ou coisas desse tipo, mas se eles apoiarem tal heresia, são comunistas.» Pau neles. E explicou como agir: «... repressão policial dura do governo local. Isso não é vergonhoso, porque os comunistas são essencialmente traidores... É melhor ter um regime forte no poder do que um governo liberal, indulgente e infiltrado de hereges.» Os resultados dos estudos de uma Comissão de alto nível constatava, em 1955, que a ameaça principal da ideologia comunista era a recusa em exercer papel serviçal, isto é, o de complementar as economias industriais do Ocidente. (Noam Chomsky).

·  Em 13/10/2013, Nilson Lage escreveu:

Na década de 1950, em meu primeiro ano como repórter do Diário Carioca, o fotógrafo que fazia par comigo, Veneziano, registrou a confraternização desse general, então chefe de polícia no Rio de Janeiro, com famoso bicheiro num bar da Praça Mauá A foto não foi publicada, mas alguém faturou, tanto que o Veneziano ganhou uma gratificação.

·  Em 13/10/2013, diogo alvares fanck escreveu:

Fernando disse , EUA era uma país sem eira nem beira, quanto desconhecimento, nesta época os EUA já tinham mais automóveis que todo o resto do planeta juntos, idem para aviões, eletrodomésticos, já detinham mais da metade de todas novas descobertas nas mais diversas áreas (vide Nobeis), tanto que quando entraram na 2 guerra colocaram toda esta forca industrial voltada para dar suporte aos seus soldados e aliados no Front Europeu. Capacidade de abastecimento numa tal quantidade e qualidade que assombrou o mundo, a verdade é esta , o resto é desculpa de quem não conseguiu se desenvolver!!!!.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Tarso critica preconceito da RBS e anuncia nova etapa na comunicação

clip_image001
“A RBS tem uma visão político-ideológica saudosista” |
Foto: Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21
Marco Weissheimer
O governo do Estado do Rio Grande do Sul está entrando em uma nova etapa em sua política de comunicação. Ancorada na ideia de que a igualdade faz a diferença, essa política procurará mostrar a presença do princípio da igualdade nas políticas do governo gaúcho. “Nós afirmamos que todas as políticas estratégicas do governo estão sintetizadas nesta formulação”, diz o governador Tarso Genro em entrevista exclusiva ao Sul21.
Na entrevista, Tarso Genro faz um balanço de dois anos e meio de governo, defende suas políticas, aponta as metas estratégicas para o período restante, aponta erros e preconceitos em relação ao governo na cobertura midiática dos veículos da RBS, que, para ele, são expressões de uma visão político-ideológica saudosista, particularmente do que designa como “era Britto”, que se caracterizou “pelas privatizações (de parte da CEEE, por exemplo, ficando o Estado com as dívidas), o enfraquecimento da capacidade de planejamento do Estado, e do aumento brutal da dívida pública, através do calote das diferenças salariais da Lei Britto, que agora estão sendo cobradas em volumes escandalosos, através de vultosos precatórios”.
O governador também fala sobre a sucessão de 2014 e anuncia que pretende tratar desse assunto somente em novembro deste ano. “Acho que novembro é um bom momento para iniciar essa conversa. Pretendo que até o final de dezembro o governo esteja equalizado para saber quem são seus aliados para reeleger o projeto atual”, anuncia o chefe do Executivo gaúcho.
clip_image002
“No campo do ‘fazer’, nosso balanço é positivo” |
Foto: Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21
Sul21: Estamos a pouco mais de um ano das eleições de 2014. Qual é o balanço que o senhor faz do seu governo até aqui?
Tarso Genro: Penso que essa questão do balanço deve ser dividida em duas partes. A primeira parte diz respeito à gestão financeira do Estado; a segunda tem a ver com a gestão pública enquanto tal e as políticas que desenvolvemos. Quanto à gestão financeira, a situação do Estado é mais ou menos a mesma de quando chegamos ao governo. O Estado tem uma situação estrutural deficitária que é grave e que não será resolvida sem uma decisão de reestruturação da dívida pública por parte do governo federal. Até agora obtivemos uma conquista importante que foi o refinanciamento do Estado nos dois primeiros anos de governo através de um espaço fiscal que permitiu a contratação de financiamentos de agências nacionais e internacionais com aval da União. Isso nos permitiu desenvolver de maneira equilibrada o nosso projeto.
Sul21: Há quem diga que o Estado é ingovernável…
clip_image003
“Estamos partido para uma nova etapa na nossa comunicação” |
 Foto: Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21
Tarso Genro: Às vezes eu leio algumas falas e avaliações na imprensa como se estivéssemos aqui para fazer “déficit zero” ou para reestruturar o Estado financeiramente com arrocho salarial e sem políticas sociais. Não é esse o nosso papel. A estrutura financeira do Estado e a sua dramaticidade permanece a mesma, mas com resultados diferentes, do ponto de vista das políticas públicas. E aí passo ao segundo ponto do meu balanço, que subdivido em três elementos: o fazer (investir, fazer obras), as políticas sociais e a qualidade da gestão pública. Nestes três campos, os resultados do nosso governo, em dois anos, são incomparáveis, em termos de qualidade e quantidade de coisas feitas, com os quatro anos do governo anterior e, em alguns casos, com os oito anos de governos anteriores.
No campo do “fazer”, por exemplo, atualmente temos obras viárias no Rio Grande do Sul, do governo estadual e do governo federal, que não têm precedente nos últimos vinte anos. Nós já fizemos consertos, médias e pequenas reformas em 1.700 escolas. Na área social, temos políticas originárias da Secretaria de Direitos Humanos, da Secretaria da Mulher, da Secretaria de Trabalho e Desenvolvimento Social e da Casa Civil. Para citar um exemplo da área dos Direitos Humanos, nenhum jovem que está nas nossas casas está fora do estudo ou do trabalho. Em relação às políticas para a mulher, destaco a Patrulha Maria da Penha e o apoio que estamos dando às prefeituras no combate à violência contra a mulher. Nunca houve isso no Estado do Rio Grande do Sul, na dimensão atual.
Ainda na área social, temos hoje um programa que se chama RS Mais Igual, que complementa renda de famílias gaúchas cadastradas no Bolsa Família e com crianças de até seis anos de idade. Em dois anos e meio de governo qualificamos um número de trabalhadores, superior à dobra dos últimos quinze anos, através da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social, em conjunto com o Governo Federal. Estamos implementando, com políticas de atração do Estado, investimentos privados no montante de 24 bilhões de reais. Os três planos safras estaduais estão mudando a realidade da agricultura e do cooperativismo para muito melhor e são inéditos no Brasil. Na questão da gestão pública do Estado, estamos instituindo um sistema de participação popular que tem mecanismos digitais, presenciais e de conselhos, que já acumulam um prestígio internacional. Muitos países europeus e outros países da América Latina estão olhando para nós e apontando esse nosso sistema de participação popular como exemplo a ser seguido. Então, o nosso balanço do que foi feito até aqui é positivo.
Sul21: E quais são os principais desafios e objetivos do governo neste um ano e meio de mandato que vem por aí?
Tarso Genro: Estamos partindo para uma nova etapa na nossa comunicação. Achamos que o primeiro período já foi bem atravessado e passamos, agora, por um processo de depuração conceitual, que vai dar origem a uma nova política de comunicação e a um novo processo informativo, interno e externo. Esse trabalho está sendo coordenado pelo secretário João Ferrer que, juntamente com sua equipe, encontrou uma fórmula para sintetizar essa nova etapa: a promoção da igualdade como elemento que faz a diferença. Nós constatamos que todas as políticas estratégicas do governo estão sintetizadas nesta formulação. Isso vai propiciar uma estética informativa mais adequada e também um conteúdo informativo mais preciso.
Nós, a coalizão política que está no governo, temos uma vantagem comparativa em relação a qualquer outra força política aqui no Estado: os nossos projetos estratégicos estão todos entranhados na nossa estrutura de classes. Não há um setor da sociedade que não tenha um grupo maior ou menor, dentro dele, que não esteja sendo beneficiado, de algum modo, por nossas políticas. Todos os grupos sociais têm, inclusive no meio empresarial, bases de apoio do nosso projeto. Hoje, o nosso programa de atração de investimentos, por uma parte, e o nosso programa de microcrédito, por outra parte, nos dão uma capacidade de diálogo extraordinária com os setores empresariais que não têm preconceito contra um projeto de desenvolvimento orientado estrategicamente pelo Estado.
clip_image004
“A RBS trata de jogar o estado ‘para baixo’ a fim de tornar nosso governo irrelevante” |
Foto: Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21
Sul21: Nas últimas semanas, algumas manchetes da imprensa, em especial da Zero Hora e de outros veículos do grupo RBS, expõem uma percepção um pouco diferente a respeito da situação de vários serviços públicos no Rio Grande do Sul. “Pesadelo da saúde”, “dois passos atrás” na qualidade de vida, “elefante branco” (no caso do laboratório de medicamentos) foram algumas das expressões utilizadas. Qual sua avaliação acerca dessa percepção midiática?
Tarso Genro: Em primeiro lugar, gostaria de dizer que o Grupo RBS e a Zero Hora têm todo o direito de fazer o que estão fazendo. Numa sociedade democrática, a imprensa tem que emitir os seus pontos de vista de maneira totalmente livre. Mas nós também temos o direito de apresentar a nossa compreensão sobre os fatos em questão e analisar os motivos que explicam por que isso está ocorrendo. Podemos partir da seguinte premissa: porque, no Governo Britto a RBS “jogava o Estado para cima” e agora faz tudo para “jogar o Estado para baixo”. Somente ressaltando problemas, sem mostrar o que estamos fazendo para debelá-los, aliás, de maneira inédita nos últimos anos. É sabido que a RBS é, também, além de um grupo midiático, um grupo político-ideológico de comunicação. Não faz, assim, uma cobertura isenta, não só das questões nacionais, como das regionais. Pode-se dizer até que grupos como a RBS e a Rede Globo são, na verdade, um novo tipo de partido político. Eles hierarquizam e organizam a apresentação dos fatos de acordo com a sua visão de mundo. São livres para fazê-lo, graças às conquistas que a esquerda e o campo progressista do país obtiveram a partir da Constituição de 1988. Vou citar alguns exemplos muito significativos, para refletirmos sobre essa percepção midiática.
Tomemos o caso do “pesadelo na saúde”. Essa campanha contra o Sistema Único de Saúde começou fortemente há uns 90 dias aproximadamente, pelo Sistema Globo e pela RBS também. É um momento em que os planos privados de saúde no Brasil entram em crise. Isso gera uma grande inconformidade em setores da classe média, que têm acesso a estes planos de saúde. A campanha feita contra o SUS acabou desviando a atenção do povo e deixando em segundo plano essa crise brutal. O Sistema Único de Saúde, aliás, sempre foi combatido no Brasil, pela direita e pelos defensores do privatismo sem fronteiras. Esse sistema garante, sei lá, 200 a 300 milhões de atendimentos por ano e é um grande serviço que o estado brasileiro presta à população mais pobre. É um sistema que está subfinanciado, é verdade, e tem problemas para resolver, é verdade. Precisa contratar mais médicos e qualificar o atendimento, especialmente nas grandes regiões metropolitanas, é verdade. Mas é uma grande conquista do povo brasileiro, que majoritariamente gosta do SUS e o compreende como um grande valor público. Essa visão do caos na saúde, agora, aponta diretamente para um ataque ao sistema público de saúde, omitindo a grave crise pela qual passam os planos privados.
Outra matéria: os “dois passos atrás”, nos índices sociais, esconde o essencial. Os índices apresentados vão até 2010, não atingindo, portanto, o nosso governo. A matéria tampouco faz qualquer menção às políticas públicas de combate às desigualdades sociais e regionais, que começamos a implementar, de lá para cá, exatamente na contramão do que foi feito aqui no Rio Grande do Sul naquele período. E o caso do laboratório de medicamentos do Estado é mais um exemplo nesta direção. O laboratório é apresentado como um espaço em crise, como um serviço público inepto, quando a realidade é que nós estamos exatamente revertendo uma situação de abandono, com investimentos muito fortes para que ele retome a produção de remédios essenciais à população. Esses são alguns exemplos da prática que citei, que hierarquiza a organiza os fatos, na notícia, segundo uma visão ideológica de mundo. Nestas matérias os fatos são hierarquizados para combater o público e para dizer que temos aqui no Estado um governo inepto.
Há outro exemplo muito significativo que é o tratamento que o caderno Dinheiro, de Zero Hora, deu para a questão do desenvolvimento industrial e econômico do Estado. Esse caderno apresenta uma informação que é dolosamente omissa em relação a tudo o que foi feito em dois anos e meio do nosso governo, como se estivéssemos com o sistema de incentivos anterior e como se a economia do Estado estivesse sem investimentos, quando é exatamente o contrário. Nós reformamos e horizontalizamos todo o sistema de investimentos, beneficiando cooperativas e médias empresas e, de outra parte, nunca recebemos tantos investimentos privados. Esse grupo de comunicação faz, assim, um trabalho não só de jogar o Rio Grande do Sul “para baixo”, de forma permanente, como também de aproveitar esse “jogar para baixo” para tornar irrelevante um governo de esquerda, que está revertendo uma situação que herdamos de governos anteriores, pelos quais eles tinham um carinho todo especial. Tem o direito de fazê-lo. E nós de responder.
clip_image005
“Nós somos obrigados a dar proteção a quem quer que seja” |
Foto: Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21
Sul21: A comunicação acabou se tornando também um tema importante dos protestos de rua que eclodiram no país em junho e julho. Na sua opinião, qual é o espaço e a importância dessa agenda hoje no debate público brasileiro?
Tarso Genro: Sobre esse tema, cabe registrar em primeiro lugar que os grandes monopólios de comunicação do país tentaram, em determinado momento, manipular os movimentos que estavam nas ruas. Isso ficou muito claro no momento em que adotaram a tese do “gigante acordou”, como se o Brasil, desde a Constituição de 1988, estivesse dormindo. Essa tese é uma fraude. A partir daí, a cobertura midiática passou a ser dirigida contra a política e contra o setor público. As manifestações eram endeusadas até que, um contingente dos manifestantes começou a atacar também os meios de comunicação. Eles foram apresentados, então, como pequenos contingentes que estavam contra os meios de comunicação, o que foi mais uma fraude informativa. Aqui no Rio Grande do Sul, por exemplo, tivemos um deslocamento de cerca de 20 mil pessoas em direção a RBS, com intenções fortes. Nós somos obrigados, por uma postura republicana e por respeito à Constituição, a dar proteção a quem quer que seja, e fizemos isso em relação a RBS, de maneira consciente e responsável.
Sul21: E o governo recebeu muitas críticas por isso, aliás…
Tarso Genro: Sim, o governo foi atacado neste episódio por lideranças desses movimentos porque garantimos a segurança que a RBS deveria receber naquele momento. Da mesma forma que daríamos segurança para a sede do PSOL, do PSTU ou de qualquer outro partido que fosse atacado por forças de ação direta, que estavam inclusive misturadas nestas manifestações em alguns momentos. Se nós tratássemos a RBS com o mesmo preconceito que elas nos trata, provavelmente a sede da empresa teria sido depredada naquela oportunidade. Mas nós fomos superiores a essas contingências, assumindo um compromisso com a liberdade de imprensa e também com a integridade física das pessoas que trabalham lá.
clip_image006
“Não se trata de cerceamento de expressão, até porque existe uma sólida norma constitucional que regula essa situação” |
Foto: Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21
Sul21: Seguindo neste tema, em que pé anda a proposta de criação de um Conselho de Comunicação no Estado?
Tarso Genro: Estamos com a proposta pronta e determinei a Vera Spolidoro, que está coordenando esse trabalho, que faça uma nova rodada de negociação com os partidos e as entidades do setor. Hoje, nós não temos maioria na Assembleia Legislativa, para aprovar esse projeto. Na própria bancada do governo existe uma controvérsia sobre essa questão. Houve uma espécie de lavagem cerebral sobre esse tema, porque sempre que se fala em Conselhos de comunicação, aparece alguém dizendo que isso atenta contra a liberdade de imprensa, o que é mais uma fraude informativa. O que precisamos reformar no Brasil não são as instituições que preservam a liberdade de imprensa. O que precisamos reformar é o sistema de concessões e estabelecer regulações para que a comunicação cumpra suas finalidades constitucionais. Não se trata, absolutamente, de cerceamento de liberdade de opinião, o que até seria uma pretensão infantil, pois temos uma sólida norma constitucional que regula essa situação.
Sul21: E o projeto do passe livre estudantil? Quais as perspectivas para sua aprovação?
Tarso Genro: É natural que, quando se apresenta um projeto arrojado como este, em uma situação de tensão como a que aconteceu, os deputados, em especial da bancada governista, queiram algum protagonismo. É justo isso. Neste momento, estamos negociando algumas modificações no projeto para unificar a nossa bancada, sem mudar o cerne essencial da proposta e sem gerar custos impagáveis para o Estado.
Sul21: Quando é que deve ser tomada uma decisão em relação à sua possível candidatura à reeleição? O governador tem pensado nisso?
Tarso Genro: Tenho sido interpelado sobre esse tema por companheiros de partido e de governo. O que tenho dito é que devemos iniciar uma conversação sobre isso em novembro e não agora. Penso que os partidos que compõem a coalizão têm o direito de tomar o rumo que quiserem no ano que vem, tendo candidato próprio, participando de outras coalizões ou prosseguindo com o nosso projeto. Eles tiveram a oportunidade de experimentar a nossa forma de governar, a relação que instituímos com os nossos aliados. É natural que eles avaliem tudo isso e decidam o seu destino. Os partidos que eventualmente escolherem não continuar conosco no próximo período obviamente vão querer sair do governo em dezembro, para que a gente entre em janeiro com o secretariado estabilizado, a partir da coalizão que resultar desse processo.
Além disso, não sabemos qual será a posição do meu partido. Se vai solicitar que eu concorra novamente, se vai discutir outro nome que pode ser inclusive de outro partido. Não podemos excluir nada aí. Acho que novembro é um bom momento para iniciar essa conversa. Pretendo que até o final de dezembro o governo esteja equalizado para saber quem são seus aliados para reeleger o projeto atual. Já disse a meus companheiros que eu não me sinto, em nenhum momento, tentado a dizer que devo ser candidato. Creio que o que precisa ser preservado é uma aliança ampla que tenha no cerne a continuidade da execução do nosso programa, que, na minha opinião, é um programa inovador para o Estado e está tendo sucesso.

SUL 21 -08/08/2013

domingo, 30 de junho de 2013

Canal da Cidadania



O Canal da Cidadania, conforme avaliações de especialistas, será, a partir de agora, o principal instrumento de transformação na base da sociedade, onde esta a família, a cultura local e regional: o município.
          Este canal nasceu junto com o novo Sistema Brasileiro de TV Digital-Terrestre (SBTVD-T) que terá imagem em alta definição (HDTV) ou em definição padrão (SDTV), com a tão esperada interatividade – permitindo não só a transmissão com excelente qualidade de som e imagem, mas também a interação com o publico telespectador.
          O Poder Executivo Municipal e futuras Associações Comunitárias municipais podem aproveitar a excelente oportunidade oferecida pelo Governo da Presidenta Dilma Rousseff,através do Decreto 5820, 29 de junho de 2006, em conjunto com a Portaria 489, de 12 de dezembro de 2012, que legaliza a abertura de canais de TV digital de âmbito municipal – o denominado “Canal da Cidadania”.
          Abaixo estão modelos para os primeiros passos da constituição de futuras Associações Comunitárias nos municípios, que entre outras funções poderão buscar autorização para programar uma das faixas de canal da cidadania municipal.

Modelo de Ata de Fundação
ATA DE FUNDAÇÃO
Aos ____ dias do mês de __________ de 20___, nesta cidade de __________ a Rua ___________________________________, nº ___, ___ às ____horas, reuniram-se as pessoas que assinam o livro de presença, com o fim de fundarem a (NOME DA ENTIDADE) ___________________________________. Dando inicio aos trabalhos, o(a) Sr.(a) _______________________________________ pediu aos presentes que indicassem uma pessoa para presidir a Assembléia Geral. Por aclamação foi indicado (a) o (a) Sr. (a) __________________________________________ que, assumindo, designou a mim, ________________________________________________, para secretariar os trabalhos e redigir a ata dos mesmos. Por solicitação do Sr. Presidente, li o edital de convocação publicado no dia ______, pagina nº _______, do jornal local de nome __________________________ após, por solicitação do (a) Presidente, passei a ler o projeto de estatuto social . Na medida que o mesmo ia sendo lido, o Senhor Presidente colocava, artigo por artigo, em discussão e votação. Ao final, verificou-se que o estatuto social foi aprovado pela maioria dos presentes. Determinou, a seguir, o (a) Sr. (a) Presidente que fossem eleitos os membros do Conselho de Administração e do Conselho Fiscal, sendo apresentada, pelo(a) Senhor(a) _________________________________________ uma chapa que, posta em votação foi aprovada pela maioria. Foram assim eleitos e empossados as seguintes pessoas, como membros do Conselho Administrativo e Conselho Fiscal: (seguem os nomes). A seguir, o(a) Sr. Presidente passou a direção dos trabalhos ao Presidente do Conselho de Administração, que, assumindo, agradeceu a presença de todos, congratulando-se pela fundação do (a) (COLOCAR O NOME DA ENTIDADE) _______________________e agradecendo, em seu nome e no dos demais membros eleitos, suspendeu os trabalhos por quinze (l5) minutos, a fim de que fosse redigida a presente, após os quais, foi a mesma lida e aprovada pelos presentes, como boa e verdadeira, razão pela qual, juntamente com o (a) Senhor (a) Presidente, a assino.
Cidade, datas, assinaturas.
Esta ata é cópia fiel do que consta do livro respectivo.
Assina o Presidente da Diretoria com reconhecimento de firma.

Modelo de Estatuto
ESTATUTO SOCIAL
 TÍTULO I – DO INSTITUTO
Capítulo I – Da Denominação, Sede e Foro
 Art.1° O Instituto (COLOCAR O NOME DO MUNICÍPIO) de Defesa do Consumidor e Promoção da Cidadania – (COLOCAR A SIGLA QUE SERÁ O NOME DO INSTITUTO) é uma Pessoa Jurídica de direito privado sem fins lucrativos, autônoma, co-irmã do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor e Promoção da Cidadania – IBDCON, de duração indeterminada, de caráter educacional, cultural, social e ambiental, localizado no município de (COLOCAR O NOME DO MUNICÍPIO), estado do (COLOCAR O ESTADO DA FEDERAÇÃO).
Capítulo II – Das Características
 Art. 2º – Instituto (COLOCAR O NOME DO MUNICÍPIO) de Defesa do Consumidor e Promoção da Cidadania – (COLOCAR A SIGLA QUE SERÁ O NOME DO INSTITUTO) é constituído por um número ilimitado de membros formado por pessoas físicas e jurídicas.
 Art. 3º – O (COLOCAR A SIGLA) é uma instituição que não tem fins lucrativos, sendo-lhe vedada à distribuição de lucros ou pagamentos de salários entre seus dirigentes.
 Art. 4º – É vedado ao Instituto estabelecer distinção entre membros por questões de raça, credo ou posição social.
 Art. 5º – Os dirigentes e membros não responderão, nem mesmo subsidiariamente, pelas obrigações contraídas pela Entidade, ressalvados os casos em que os dirigentes responderão por comprovada culpa no desempenho de suas funções.
 Capítulo III –  Das Finalidades
 Art. 6° – O (COLOCAR A SIGLA) tem por objetivo e finalidades incentivar o desenvolvimento sustentável, sob todos os aspectos, sem fins lucrativos, bem como:
I – Desenvolver atividades educacionais, voltadas à inclusão social.
II – Promover a comunicação social na defesa dos interesses da comunidade consumidora.
III – Atuar na educação para o consumo, orientando sobre o consumo adequado e correto dos produtos e serviços.
……………………………
……………………………
…………………………

Maiores informações:  http://www.ibdcon.org

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Bomba! O mensalão da Globo!

O Cafezinho acaba de ter acesso a uma investigação da Receita Federal sobre uma sonegação milionária da Rede Globo. Trata-se de um processo concluído em 2006, que resultou num auto de infração assinado pela Delegacia da Receita Federal referente à sonegação de R$ 183,14 milhões, em valores não atualizados. Somando juros e multa, já definidos pelo fisco, o valor que a Globo devia ao contribuinte brasileiro em 2006 sobe a R$ 615 milhões. Alguém calcule o quanto isso dá hoje.

A fraude da Globo se deu durante o governo Fernando Henrique Cardoso, numa operação tipicamente tucana, com uso de paraíso fiscal. A emissora disfarçou a compra dos direitos de transmissão dos jogos da Copa do Mundo de 2002 como investimentos em participação societária no exterior.  O réu do processo é o cidadão José Roberto Marinho, CPF número 374.224.487-68, proprietário da empresa acusada de sonegação.

Esconder dólares na cueca é coisa de petista aloprado. Se não há provas para o mensalão petista, ou antes, se há provas que o dinheiro da Visanet foi licitamente usado em publicidade, o mensalão da Globo é generoso em documentos que provam sua existência. Mais especificamente, 12 documentos, todos mostrados ao fim do post. Uso o termo mensalão porque a Globo também cultiva seu lobby no congresso. Também usa dinheiro e influência para aprovar ou bloquear leis. O processo correu até o momento em segredo de justiça, já que, no Brasil, apenas documentos relativos a petistas são alvo de vazamento. Tudo que se relaciona à Globo, à Dantas, ao PSDB, permanece quase sempre sob sete chaves. Mesmo quando vem à tôna, a operação para abafar as investigações sempre é bem sucedida. Vide a inércia da Procuradoria em investigar a privataria tucana, e do STF em levar adiante o julgamento do mensalão “mineiro”.

Pedimos encarecidamente ao Ministério Publico, mais que nunca empoderado pelas manifestações de rua, que investigue a sonegação da Globo, exija o ressarcimento dos cofres públicos e peça a condenação dos responsáveis.

O sindicato nacional dos auditores fiscais estima que a sonegação no Brasil totaliza mais de R$ 400 bilhões. Deste total, as organizações Globo respondem por um percentual significativo.

A informação reforça a ideia de que o plebiscito que governo e congresso enviarão ao povo deve incluir a democratização da mídia. O Brasil não pode continuar refém de um monopólio que não contente em lesar o povo sonegando e manipulando informações, também o rouba na forma de crimes contra o fisco.

 
































Fonte: http://www.conversaafiada.com.br/pig/2013/06/28/globo-sonegou-i-renda-a-dilma-vai-cobrar/

Enviado por Miguel do Rosário

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Existe Campanha pela volta da ditadura como solução para a corrupção. Será?

EXISTE CAMPANHA PELA VOLTA DA DITADURA E FIM DOS PARTIDOS COMO SOLUÇÃO PARA ACABAR A CORRUPÇÃO!

      Orquestrado ou por ignorância, esquecem que a Ditadura Militar que governou o Brasil por 21 anos, tinha dois partidos. A ARENA (Aliança Renovadora Nacional), que sustentava política e administrativamente a ditadura, e o MDB (Movimento Democrático Nacional) que servia de justificativa internacional para a falsa democracia no Brasil.
Hoje tentam convencer o que todo político é bandido e que todo partido é corrupto.
      Vamos fazer uma análise, de onde estão hoje, os políticos e partidos que sustentavam a ditadura, e qual sua participação na imagem da corrupção tão combatida, dos que sonham o retorno do período ditatorial.
A ARENA mudou várias vezes, e dividiu-se em dois partidos: o PP e o DEM.
      O MDB se dividiu em vários partidos, tendo como principais, PMDB e PSDB.
      Agora olhem abaixo, o partido e sua colocação na construção da corrupção no nosso país conforme
.

 
  Fonte TSE