sábado, 25 de outubro de 2014
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
Pesquisa Datafolha mostra a Dilma com 52% e o Aécio com 48% dos votos válidos
Pesquisa Datafolha mostra a Dilma com 52% e o Aécio com 48% dos votos válidos
Foi divulgada, nesta segunda-feira, a nova pesquisa Datafolha sobre sucessão presidencial. Agora, a presidente Dilma Rousseff aparece numericamente à frente, com 46% das intenções de voto (subiu 3 pontos), contra 43% do tucano Aécio Neves (caiu 2 pontos). No levantamento anterior, Aécio tinha 45% das intenções de voto e Dilma aparecia com 43%.
Nos válidos, Dilma tem 52% contra 48% de Aécio. Na contagem de votos válidos na pesquisa anterior, o tucano tinha 51% contra 49% da petista.
A aprovação ao governo subiu para 42% (subida de 2 pontos). Os que consideram regular são 37% (variou 1 ponto para baixo). Os que desaprovam são 20% (reduziu 1 ponto).
O Datafolha também perguntou, entre os dois candidatos, em quem os eleitores votariam com certeza, em quem talvez votassem e em qual não votariam de jeito nenhum.
Veja os números:
Dilma
45% - votariam com certeza
15% - talvez votassem
39% - não votariam de jeito nenhum
1% - não sabe
Aécio
41% - votariam com certeza
18% - talvez votassem
40% - não votariam de jeito nenhum
2% - não sabem
No primeiro turno, Dilma teve 41,59% dos votos válidos e Aécio, 33,55%
O Datafolha ouviu 4.389 eleitores no dias 20 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Isso significa que, se forem realizados 100 levantamentos, em 95 deles os resultados estariam dentro da margem de erro de dois pontos prevista. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01140/2014. (Do 247)
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
Tarso recebe apoio de 281 prefeitos de sua coligação e de fora
Representantes do PP, PDT e PSB também manifestaram apoio, mesmo fora da coligação
A candidatura do governador Tarso Genro à reeleição já tem o apoio de 281 prefeitos e vice-prefeitos de diversos partidos e regiões do Rio Grande do Sul. O candidato da Unidade Popular pelo Rio Grande (PT, PTB, PCdoB, PPL, PTC, PR, PROS) reuniu-se com grande parte dos apoiadores na noite desta terça-feira (07) em Porto Alegre.
Mandatários de partidos que não compõem a coligação, como PP, PDT e PSB, ressaltaram o tratamento republicano que receberam de Tarso nos últimos três anos e meio, como justificativa para a adesão à sua candidatura. Foi o caso do chefe do Executivo municipal de Lagoão, Algilson Andrade (PP), que lembrou as demandas de sua cidade que foram atendidas pelo Governo do Estado. “O povo de Lagoão está com o senhor, e eu também”, anunciou, logo depois de ressaltar a satisfação que tinha por “trabalhar junto” com Tarso neste período.
O prefeito de Carazinho, Renato Suss (PDT), agradeceu ao governador pelo fim dos pedágios “que nos aprisionavam nos quatro pontos cardeais de nossa cidade”. Ele citou ainda ações como a liberação do Distrito Industrial e a geração de empregos nos últimos anos. Já o mandatário de Rosário do Sul, Luiz Henrique Antonelo (PSB), afiançou aos presentes que os avanços da atual gestão são incomparáveis com governos anteriores, sobretudo pela valorização dos servidores públicos. “Nós temos que ir para a rua e fazer a comparação que a mídia se negou a fazer. Tenho certeza que, nas ruas, vamos reverter o resultado do primeiro turno”, acredita Antonelo.
O candidato leu aos mais de 300 presentes no encontro, a carta aos prefeitos, na qual exalta a “relação de respeito e solidariedade política” que teve com prefeitos de todos os partidos durante seu primeiro mandato. O governador também apresenta uma agenda de ações para o próximo período que deverá ser executada em parceria com os líderes municipais. “Tenho defendido que a única forma e sairmos da crise é crescendo. Vamos superar a dívida pública gastando mais: em saúde, educação e segurança. Não acredito em um Estado que não cumpre suas obrigações com o povo”, disse Tarso.
Sua companheira de chapa, Abgail Pereira retomou em seu discurso algumas políticas públicas e realizações do governo. “Tarso tem capacidade republicana de governar para todos e trabalhar no desenvolvimento de todas as nossas cidades. Me orgulho de estar ao seu lado”, concluiu.
Compromisso com sindicatos é seguir valorizando mínimo regional
Antes do encontro com prefeitos e vices do Rio Grande do Sul, Tarso Genro participou de plenária com representantes do movimento sindical em Porto Alegre, com quem assumiu o compromisso de continuar valorizando o salário mínimo regional. “Eles (nossos adversários) não gostam do salário mínimo regional porque quando ele é elevado, o ponto de partida dos acordos de dissídios coletivos também se eleva. E é por isso que vamos continuar valorizando”, justificou Tarso.
O governador também garantiu a continuidade da política de geração de postos de trabalho que colocou o Rio Grande do Sul em uma situação de quase pleno emprego. Tarso recordou sua trajetória de advogado trabalhista e de defesa de entidades representativas ao afirmar que reconhecia muitos rostos entre os sindicalistas presentes.
Representantes de centrais sindicais, como a CUT ema CTB, participaram da reunião de trabalho. O ex-governador Olívio Dutra e a candidata a vice, Abgail Pereira também estavam presentes na plenária realizada no salão da Igreja Pompeia, na capital. “Eu estive ao lado do Tarso construindo esse Rio Grande que não é mais o mesmo”, recordou Abgail.
Da Redação
*Com informações da assessoria
Foto: Daniela Xu/UPPRS
http://www.sul21.com.br/jornal/tarso-recebe-apoio-de-280-prefeitos-de-sua-coligacao-e-de-fora/
A falácia da maioria: 58% rejeitam Dilma, mas 66% não querem volta do PSDB

O noticiário informa ser iminente a manifestação de Marina Silva, candidata ao Planalto derrotada, sobre o segundo turno.
É direito da ex-senadora votar e chamar voto em quem bem entender.
Nos momentos que antecedem o anúncio da concorrente do PSB, seus colaboradores mais próximos enfatizam um argumento interpretado como endosso ao candidato Aécio Neves, do PSDB: a maioria se pronunciou contra a continuidade do atual governo, e portanto da postulante à reeleição, Dilma Rousseff, do PT.
De acordo com o raciocínio de muitos comentaristas, Marina seria fiel ao pronunciamento dos brasileiros: depois de quase 12 anos de governos petistas, os cidadãos querem mudar.
Primeira dúvida: em 2010, Dilma também não recebeu a maioria dos sufrágios no primeiro turno; logo, a maioria negou-se a escolher o PT; por que, então, Marina ficou neutra entre o PT e o PSDB de José Serra?
Ela pode apoiar Aécio agora, mas se o argumento forem os números da rodada inicial, cai em contradição com sua atitude de quatro anos atrás.
Há uma falácia na pregação sobre a maioria contra Dilma e a contrapartida da decisão por Aécio. Se é verdade que 58 em cada 100 votos válidos desprezaram a presidente, foram mais os que disseram não ao regresso dos tucanos ao Planalto: 66 por centena.
A falácia é justificar voto contra Dilma porque a maioria não a quis, e chancelar quem é ainda mais minoritário que a petista.
Ao contrário do que imaginam alguns bem-pensantes, está claro aos eleitores que Aécio representa a agremiação de Fernando Henrique Cardoso. Até porque o senador teve a honestidade e a decência de não esconder o ex-presidente, homem digno, ao contrário do que fizeram seus correligionários Alckmin e Serra em 2006 e 2010.
A voz das ruas (também) foi esta: com 11 candidatos no jogo, a rejeição ao PSDB foi ainda maior do que ao PT.
Segundo turno é para isso mesmo: para estabelecer maioria absoluta. Esta só se decide em 26 de outubro.
Já pensaram que vexame seria, afirmando se dobrar às aspirações dos eleitores, Marina se unir ao PSDB e ao DEM e daqui a menos de três semanas perder?
Para não falar no nonsense que seria a “nova política'' batalhar lado a lado com ACM Neto e José Agripino Maia, aliados de Aécio.
Em tempo: arredondando, Dilma amealhou 42% da cesta dos votos válidos no primeiro turno. Aécio, 34%.
Mário Magalhães
http://click.uol.com.br/?rf=blogosfera-header&u=http://blogdomariomagalhaes.blogosfera.uol.com.br
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
Melancólico fim da revista “Veja”, de Mino a Barbosa

"Você está vendo estas capas aqui? Esta é a única oposição de verdade que ainda existe ao PT no Brasil. O resto é bobagem. Só nós podemos acabar com esta gente e vamos até o fim"
Uma das histórias mais tristes e patéticas da história da imprensa brasileira está sendo protagonizada neste momento pela revista semanal "Veja", carro-chefe da Editora Abril, que já foi uma das maiores publicações semanais do mundo.
Criada e comandada nos primeiros dos seus 47 anos de vida, pelo grande jornalista Mino Carta, hoje ela agoniza nas mãos de dois herdeiros de Victor Civita, que não são do ramo, e de um banqueiro incompetente, que vão acabar quebrando a "Veja" e a Editora Abril inteira do alto de sua onipotência, que é do tamanho de sua incompetência.
Para se ter uma ideia da política editorial que levou a esta derrocada, vou contar uma história que ouvi de Eduardo Campos, em 2012, quando ele foi convidado por Roberto Civita, então dono da Abril, para conhecer a editora.

Os dois nunca tinham se visto. Ao entrar no monumental gabinete de Civita no prédio idem da Marginal Pinheiros, Eduardo ficou perplexo com o que ouviu dele. "Você está vendo estas capas aqui? Esta é a única oposição de verdade que ainda existe ao PT no Brasil. O resto é bobagem. Só nós podemos acabar com esta gente e vamos até o fim".
É bem provável que a Abril acabe antes de se realizar a profecia de Roberto Civita. O certo é que a editora, que já foi a maior e mais importante do país, conseguiu produzir uma "Veja" muito pior e mais irresponsável depois da morte dele, o que parecia impossível.
A edição 2.393 da revista, que foi às bancas neste sábado, é uma prova do que estou dizendo. Sem coragem de dedicar a capa inteira à "bala de prata" que vinham preparando para acabar com a candidatura de Dilma Rousseff, a uma semana das eleições presidenciais, os herdeiros Civita, que não têm nome nem história próprios, e o banqueiro Barbosa, deram no alto apenas uma chamada: " EXCLUSIVO - O NÚCLEO ATÔMICO DA DELAÇÃO _ Paulo Roberto Costa diz à Polícia Federal que em 2010 a campanha de Dilma Rousseff pediu dinheiro ao esquema de corrupção da Petrobras". Parece coisa de boletim de grêmio estudantil.
O pedido teria sido feito pelo ex-ministro Antonio Palocci, um dos coordenadores da campanha da então candidata Dilma Rousseff, ao ex-diretor da Petrobras, para negociar uma ajuda de R$ 2 milhões junto a um doleiro que intermediaria negócios de empreiteiras fornecedoras da empresa.
A reportagem não informa se há provas deste pedido e se a verba foi ou não entregue à campanha de Dilma, mas isso não tem a menor importância para a revista, como se o ex-todo poderoso ministro de Lula e de Dilma precisasse de intermediários para pedir contribuições de grandes empresas. Faz tempo que o negócio da "Veja" não é informar, mas apenas jogar suspeitas contra os líderes e os governos do PT, os grandes inimigos da família.
E se os leitores quiserem saber a causa desta bronca, posso contar, porque fui testemunha: no início do primeiro governo Lula, o presidente resolveu redistribuir verbas de publicidade, antes apenas reservadas a meia dúzia de famílias da grande mídia, e a compra de livros didáticos comprados pelo governo federal para destinar a esc0las públicas.
Ambas as medidas abalaram os cofres da Editora Abril, de tal forma que Roberto Civita saiu dos seus cuidados de grande homem da imprensa para pedir uma audiência ao presidente Lula. Por razões que desconheço, o presidente se recusava a recebe-lo.
Depois do dono da Abril percorrer os mais altos escalões do poder, em busca de ajuda, certa vez, quando era Secretário de Imprensa e Divulgação da Presidência da República, encontrei Roberto Civita e outros donos da mídia na ante-sala do gabinete de Lula, no terceiro andar do Palácio do Planalto."
"Agora vem até você me encher o saco por causa deste cara?", reagiu o presidente, quando lhe transmiti o pedido de Civita para um encontro, que acabou acontecendo, num jantar privado dos dois no Palácio da Alvorada, mesmo contra a vontade de Lula.
No dia seguinte, na reunião das nove, o presidente queria me matar, junto com os outros ministros que tinham lhe feito o mesmo pedido para conversar com Civita. "Pô, o cara ficou o tempo todo me falando que o Brasil estava melhorando. Quando perguntei pra ele porque a "Veja" sempre dizia exatamente o contrário, esculhambando com tudo, ele me falou: `Não sei, presidente, vou ver com os meninos da redação o que está acontecendo´. É muita cara de pau. Nunca mais me peçam pra falar com este cara".
A partir deste momento, como Roberto Civita contou a Eduardo Campos, a Abril passou a liderar a oposição midiática reunida no Instituto Millenium, que ele ajudou a criar junto com outros donos da imprensa familiar que controla os meios de comunicação do país.
Resolvi escrever este texto, no meio da minha folga de final de semana, sem consultar ninguém, nem a minha mulher, depois de ler um texto absolutamente asqueroso publicado na página 38 da revista que recebi neste final de semana, sob o título "Em busca do templo perdido". Insatisfeitos com o trabalho dos seus pistoleiros de aluguel, os herdeiros e o banqueiro da "Veja" resolveram entregar a encomenda a um pseudônimo nominado "Agamenon Mendes Pedreira".
Como os caros leitores sabem, trabalho faz mais de três anos aqui no portal R7 e no canal de notícias Record News, empresas do grupo Record. Nunca me pediram para escrever nem me proibiram de escrever nada. Tenho aqui plena autonomia editorial, garantida em contrato, e respeitada pelos acionistas da empresa.
Escrevi hoje apenas porque acho que os leitores, internautas e telespectadores, que formam o eleitorado brasileiro, têm o direito de saber neste momento com quem estão lidando quando acessam nossos meios de comunicação.
Por Ricardo Kotscho, no Blog R7
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
VEJA PERDE DE 7 A 0 NO TSE E IRÁ REPARAR DANO AO PT
mAIS UMA DERROTA DO PIG!
Revista foi condenada a publicar direito de resposta em decisão tomada na noite da quinta-feira 25, no Tribunal Superior Eleitoral; reportagem dizia respeito a suposta chantagem, paga em dólar, para que dirigentes do partido, incluindo o ex-presidente Lula, não fossem arrastados para a Operação Lava-Jato; derrota da revista da Marginal Pinheiros foi acachapante; contou com parecer favorável do procurador-geral Rodrigo Janot, os votos de três ministros do Supremo Tribunal Federal (Dias Toffoli, Teori Zavascki e Rosa Weber), além dos outros quatro integrantes do tribunal; "Não está em jogo a liberdade de expressão, mas sim o direito de resposta", ressaltou Toffoli; Veja tem histórico de derrotas na Justiça
247 - Foi pior do que Brasil e Alemanha na Copa do Mundo. Por sete votos a zero, a revista Veja foi condenada, nesta noite, a reparar o dano causado ao Partido dos Trabalhadores por uma reportagem publicada há duas semanas.
Como a reportagem não apresentava qualquer prova ou indício da denúncia que fazia, o PT representou contra a publicação no Tribunal Superior Eleitoral. Além de contar com parecer favorável do procurador-geral Rodrigo Janot, a posição do relator Admar Gonzaga foi acompanhada pelos outros seis ministros do TSE – entre eles, três representantes do Superior Tribunal Federal: Dias Toffoli, Teori Zavascki e Rosa Weber.
O direito de resposta, de uma página, deverá ser publicado nesta ou na próxima edição de Veja – a depender da intimação dos dirigentes da editora, hoje conduzida por Giancarlo Civita e Fabio Barbosa. "Não se discute aqui qualquer restrição à liberdade de imprensa, mas apenas o direito de resposta", enfatizou Dias Toffoli.
Com a decisão desta quinta-feira, crimes de imprensa – que se tornam mais comuns em períodos eleitorais – começam a ser punidos.
fONTE: Brasil 247
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
Ana Amélia deixou de declarar, ao TSE, fazenda avaliada em mais de R$ 4 milhões
Em parceria com o jornalista gaúcho Luiz Afonso Franz, o blog Sociedade Política obteve documentos que demonstram que a candidata do PP ao governo do estado do Rio Grande do Sul, Ana Amélia Lemos, não relacionou, em sua declaração de bens na Justiça Eleitoral, uma fazenda localizada no município de Formosa/GO.
Descoberta da fazenda "fantasma" de Ana Amélia foi feita através de uma investigação do Blog "Sociedade Política". Só o valor da fazenda seria superior a todo o patrimônio declarado por Ana Amélia (PP), à justiça eleitoral.
Em parceria com o jornalista gaúcho Luiz Afonso Franz, o blog Sociedade Política obteve documentos que demonstram que a candidata do PP ao governo do estado do Rio Grande do Sul, Ana Amélia Lemos, não relacionou, em sua declaração de bens na Justiça Eleitoral, uma fazenda localizada no município de Formosa/GO.
Descoberta da fazenda "fantasma" de Ana Amélia foi feita através de uma investigação do Blog "Sociedade Política". Só o valor da fazenda seria superior a todo o patrimônio declarado por Ana Amélia (PP), à justiça eleitoral.
Em parceria com o jornalista gaúcho Luiz Afonso Franz, o blog Sociedade Política obteve documentos que demonstram que a candidata do PP ao governo do estado do Rio Grande do Sul, Ana Amélia Lemos, não relacionou, em sua declaração de bens na Justiça Eleitoral, uma fazenda localizada no município de Formosa/GO. Não se trata de uma pequena gleba de terra, mas de um latifúndio de aproximadamente 1.700 hectares.
Conforme as certidões atualizadas de matrícula (nº 13.336 e 13.335), a fazenda faz parte do patrimônio de Ana Amélia desde os anos 80 em co-propriedade com o marido e ex-senador biônico, Octávio Cardoso. Com a morte do seu marido em 2011, Ana Amélia, casada em comunhão universal de bens, provavelmente herdou uma parcela considerável da parte pertencente ao marido.
No ano de 2010, quando Ana Amélia foi eleita Senadora da República pelo Rio Grande do Sul, a fazenda não constou na sua declaração de bens, conforme pode ser verificado no site do Tribunal Superior Eleitoral. Já em 2014, a candidata do PP ao governo do Rio Grande do Sul também não fez referência ao imóvel e a informação, novamente, pode ser confirmada neste link.
Os documentos que deram início a descoberta da omissão de patrimônio da candidata Ana Amélia foram localizados pelo jornalista Luiz Franz. Trata-se de uma habilitação de crédito em uma massa falida. As habilitações de crédito são requeridas por aqueles que detêm créditos contra uma empresa que declara falência. O objetivo é entrar em uma lista de credores que serão pagos obedecendo-se a ordem prevista em lei. No corpo da petição, existe um contrato que refere a existência da fazenda de Ana Amélia Lemos e de seu falecido marido. Tal fazenda, objeto de um contrato de parceria agrícola, gerou um crédito para Ana Amélia e para o espólio de seu marido de R$ 50.000,00.
As informações que demonstram a omissão de patrimônio da candidata Ana Amélia Lemos são públicas.
Eis as matrículas da Fazenda de Ana Amélia, fornecidas pelo Cartório do 1º Ofício e Registro de Imóveis de Formosa/GO:
Em janeiro desse ano saiu a partilha de bens do espólio do marido de Ana Amélia, Octávio Cardoso, onde coube, para a Senadora, 1.300 hectares da fazenda além de outros inúmeros bens.
Procurada pela reportagem do Sul 21a campanha de Ana Amélia se pronunciou através de seu advogado Gustavo Paim. Ele afirma que não era necessário incluir a fazenda na declaração da justiça eleitoral pois ela sempre foi declarada no Imposto de Renda do marido e que só em 2015 a propriedade iria para a declaração da Senadora.
A ex-juíza do Tribunal Eleitoral Lúcia Kopittke também discorda de Paim. “Ana Amélia era casada em comunhão universal de bens. Metade da propriedade já era dela antes mesmo da morte do marido”, afirma. Além disso, a ex-juíza entende que uma coisa é a declaração à Receita e outra é aquela feita à Justiça Eleitoral. “O inventário foi concluído em janeiro e a fazenda é dela. No meu entendimento, teria que ter declarado”, disse.
As questões que surgem são várias:
Por que Ana Amélia escondeu este patrimônio?
O que mais ela estaria escondendo – outra fazenda, talvez?
Se na divulgação de seu trabalho como CC fantasma ela alegou que era tudo normal e ético, poderá Ana Amélia dizer que esta omissão é ética?
Ou ela dirá que esqueceu? É impossível esquecer quase 1.700 hectares de terra.
E a transparência que Ana Amélia tanto apregoa? Aparentemente, esta transparência não se aplica a seu patrimônio que, por algum motivo, ela preferiu não declarar na Justiça Eleitoral.
Ainda no início desta semana, em entrevista ao Jornal do Almoço, Ana Amélia disse que seu patrimônio era de conhecimento dos gaúchos. Nem todo, aparentemente.
Esperamos que a omissão seja esclarecida pela candidata Ana Amélia, principalmente pela postulante ao Piratini carregar um discurso que é absolutamente contrário a esse tipo de prática.
Para quem quiser conferir os documentos que deram origem a esse episódio, clique no seguinte link
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Marcadores: Ana Amélia Lemos, denúncia, eleições 2014, PP
Lasier Martins-PDT-RS ofende agente da Policia Federal e é condenado!
TERÇA-FEIRA, 23 DE SETEMBRO DE 2014
EXCLUSIVO - LASIER MARTINS É CONDENADO PELA JUSTIÇA POR OFENDER SERVIDOR PÚBLICO
“Burocrata, vagabundo, filho da puta, recalcado, vai à merda”
.
O candidato ao Senado Lasier Martins (PDT-RS), ex-funcionário da RBS e ex-integrante da Mocidade da ARENA, foi condenado em última instância a indenizar o agente da Polícia Federal Gilnei da Costa Carvalho por ofensas pessoais no exercício de suas funções. A ação já transitou em julgado e o pagamento da indenização foi feito no início deste ano. A imprensa corporativa gaúcha fez questão de ocultar o caso da opinião pública.
Tudo começou quando o porta-voz das oligarquias guascas compareceu a um posto da Polícia Federal, no bairro Azenha, em Porto Alegre, para pedir dois passaportes em nome de suas filhas menores de idade. A certa altura do procedimento, o agente federal que o atendia solicitou que Lasier apresentasse seu RG, como determina a lei. Sem portar o documento, Lasier tentou isentar-se deste quesito, alegando que todo mundo sabia quem ele era. Diante da irredutibilidade do funcionário em relevar a exigência legal de apresentar a cédula de identidade, Lasier Martins rodou a baiana e surtou, passando a ofender o servidor, aos gritos.
De acordo com os depoimentos de Gilnei Carvalho e de mais duas testemunhas, Lasier proferiu frases chulas, como“Burocrata, vagabundo, filho da puta, recalcado, vai à merda”, entre outros impropérios. Não contente com o discurso injurioso no local de trabalho do agente federal, naquele mesmo dia Lasier ocupou o microfone da Rádio Gaúcha, durante seu programa Gaúcha Repórter, e passou toda a tarde difamando e achincalhando o servidor público, citando seu nome no ar.
O processo teve início em 1998, com três ações judiciais, sendo duas delas no âmbito da Justiça Federal. Graças ao poder econômico e a uma inacreditável sequência dechicanas jurídicas, Lasier safou-se delas, sendo beneficiado acintosamente pela ex-ministra tucana do STF (na época, ainda no TRF-4) Ellen Gracie. A ação indenizatória, no entanto, prosperou, a despeito das dezenas de recursos protelatórios impetrados pelos rábulas do radialista.
Em sua sentença, o juiz Luís Gustavo Pedroso Lacerda, da 13ª Vara Cível de Porto Alegre, fez a seguinte alusão: “Destaco que foi oportuna a menção à expressão “Você sabe com quem está falando?”, bordão infelizmente incrustrado em nossa sociedade de “pessoas” e não “indivíduos iguais perante a lei”, sabiamente abordado na magistral obra do antropólogo Roberto da Matta (in Carnaval, Malandros e Heróis).”
A condenação judicial também alcançou a Rádio Gaúcha, do Grupo RBS. O valor da indenização, corrigido, atingiu a casa dos R$ 100 mil, para cada um, mais os honorários advocatícios.
MARCADORES: CAVALGADURAS, ELEIÇÕES 2014, JUSTIÇA,LASIER MARTINS, RBS, RÁDIO GAÚCHA
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