segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Quando a dura realidade atropela a utopia

Muitos de nós abdicaram  tudo, em prol de tentar transformar o mundo!
          Para isso, buscamos formas e instrumentos para realizar as transformações.
          No Brasil, na década de 60 e 70 muitos optaram pela resistência armada contra o regime golpista, para construir a democracia. 
         Outros optaram pela linha do enfrentamento político conforme as regras impostas pelos golpistas.
        Graças a estas formas, a democracia foi restituída.
        A minha geração, por lógica, optou pela luta democrática do voto. 
       Nosso instrumento para chegar ao poder era a mobilização popular, diálogo com a sociedade em geral e movimentos organizados, a construção de projetos de governos, que levados à disputa eleitoral, seriam colocado em prática, nos governos institucionais os quais fossemos vencedores, através do voto convencido e conquistado.
        Triste é ver, depois de tudo, parte das nossas utopias serem atropeladas pela realidade!
        Então, para que serve as utopias? Será que é para serem destruídas pela realidade?
        O escritor Uruguaio Eduardo Galeano diz que:
                     "A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar."
Com certeza iremos continuar caminhando, com calos nos pés, lagrimas no rosto e tristeza no coração, 
mas caminhando... 

sábado, 1 de janeiro de 2011

O petista Tarso Genro assume o Governo gaúcho, para colocar o RS no ritmo do Brasil

Tarso Genro é empossado e traz de volta o PT ao Piratini


Rachel Duarte

“Prometo manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis e patrocinar o bem comum do povo rio-grandense”. A frase do compromisso constitucional foi a primeira proferida oficialmente por Tarso Genro neste sábado, 1º de janeiro de 2011, como novo governador do Rio Grande do Sul. O governador eleito em primeiro turno foi empossado na Assembleia Legislativa gaúcha por volta das 8h40min, 10 minutos depois do previsto para o início da sessão.
Bruno Alencastro/Sul21
Foto: Bruno Alencastro/Sul21
A chegada à casa do povo ocorreu pontualmente às 8h15; o presidente da Assembleia Giovani Cherini já o aguardava. Com o tradicional assédio de fotógrafos e uma legião de seguranças e assessores, Tarso se dirigiu ao gabinete da presidência. Lá aguardou até a hora de entrar no Plenário 20 de Setembro para a sessão de posse.
O plenário não estava com lotação máxima, mas  um bom público escolheu começar o ano assistindo a posse do novo governador gaúcho. Familiares e autoridades sentaram na ala esquerda. Nas galerias ficaram os militantes e algumas entidades ligadas a movimentos sociais, que se encarregaram dos calorosos aplausos na entrada de Tarso Genro na sessão. As bancadas foram ocupadas pelos integrantes do novo governo e alguns deputados.
O deputado Pedro Westphalen (PP), primeiro-secretário da Mesa Diretora, procedeu à leitura do Termo de Posse. O mesmo procedimento aconteceu com o vice-governador Beto Grill.
O presidente da casa, Giovani Cherini, foi o primeiro a discursar e disse que Tarso assume o governo num momento ímpar, com os governos estadual e federal intrinsecamente ligados, “possibilitando a concretização de um novo tempo”. Cherini ressaltou também que as propostas do novo governador foram bem recebidas pelos deputados e aprovadas, sem dispensar elogios ao novo comandante do estado. “Duvido que, neste Estado, alguém conteste a sua competência ou não respeite a sua determinação e coragem. Acredito que a coragem, a cooperação e o senso político contribuíram para que vossa excelência chegasse até aqui”, disse ao novo chefe do Executivo estadual.
Bruno Alencastro/Sul21
Foto: Bruno Alencastro/Sul21
Em seu discurso, Tarso falou de improviso sobre o respeito que terá com os partidos políticos que compõem o parlamento e disse que acredita na importância do diálogo entre as siglas. “Quero aqui manifestar meu integral respeito aos partidos políticos que compõem essa Casa. Creio que teremos assuntos de interesse comum para dialogar e encontrar as melhores saídas”, afirmou.
Tarso também salientou o discurso feito pelo presidente do Parlamento, deputado Giovani Cherini (PDT), sobre cooperação, e anunciou que recordou uma promessa feita ainda durante a campanha: o pacto federativo. “Vamos fazer um pacto com os poderes, a exemplo do que foi realizado no governo federal. Tenho convicção de que o Estado do Rio Grande do Sul está maduro para dar um salto afirmativo na sua cultura política. Podemos aqui  no Rio Grande do Sul, sem perder as nossas identidades programáticas e a nossa personalidade política, criar um exemplo para o País”, ressaltou.
A sessão solene foi encerrada com a interpretação do Hino Rio-Grandense pelo tenor Eduardo Bighelini, acompanhado pelo tecladista Rodrigo Cattani. Às 9h30min, o governador e o vice-governador Beto Grill (PSB) seguiram para o Palácio Piratini, para a cerimônia de transmissão de cargo.
De oposição para situação
Bruno Alencastro/Sul21
Foto: Bruno Alencastro/Sul21
11 anos depois, a soberania do povo gaúcho decide entregar o comando do estado a um novo integrante do Partido dos Trabalhadores. O dia 1º de janeiro de 2011 ficou marcado pela troca de dois modelos antagônicos de governo. A atual governadora Yeda Crusius (PSDB) entregou o cargo para Tarso Genro. O ato, registrado em ata às 10 horas, foi testemunhado por autoridades dos dois governos.
O Salão Negrinho do Pastoreio estava lotado por autoridades e imprensa. Sentados em uma mesa na qual estava ainda o presidente da Assembleia, Giovani Cherini (PDT), e o vice-governador Beto Grill, Tarso e Yeda assinaram, o termo de transferência de cargo. Neste momento foi anunciada execução do Toque da Vitória pela banda da Brigada Militar.
Em seguida, foi executado o Hino Nacional, que rendeu expressões curiosas das autoridades. Tarso permaneceu calado como sempre o faz durante os hinos. Já Yeda cantava com entusiasmo e dividia a alegria de cantar e enaltacer o país olhando para o presidente do legislativo gaúcho Giovani Cherini, o qual escondia o constrangimento com um sorriso amarelo.
Em seu discurso, Yeda destacou a história do Palácio do Piratini e a reforma realizada no prédio, em 2009. A ex-governadora fez questão de defender seus quatro anos frente ao governo do Estado, dizendo tratar-se de um governo de gestão transparente e dentro da legalidade. Entre outros feitos, Yeda fez questão de salientar o Programa de Prevenção à Violência (PPV) e a construção da penitenciária feminina em Guaíba, referindo-se a Tarso sempre como o “nosso governador” ou “agora governador”.
Bruno Alencastro/Sul21
Foto: Bruno Alencastro/Sul21
Tarso, por sua vez, começou agradecendo a abertura de diálogo proposta pela governadora e desejou-lhe felicidade e paz. O governador também voltou a saudar os antigos chefes do Executivo Alceu Collares e Olívio Dutra, chamando o companheiro de partido de “mestre político”.
“A minha saudação aos partidos da Unidade Popular pelo Rio Grande e aos meus queridos companheiros do Partido dos Trabalhadores, partido que eu integro há muitos anos e com o qual tenho um compromisso de vida histórico”, disse Tarso no início do seu discurso no Palácio Piratini.
Tarso reconheceu o esforço coletivo que resultou na sua vitória inédita em primeiro turno e reforçou seu compromisso com o projeto de todos os partidos que o elegeram. “A vitória eleitoral que nos trouxe aqui é de um projeto político representado pelo PT e os partidos que compõem a nossa frente política. Uma campanha sem qualquer agressão pessoal e com muita luta nos conduziu a vitória no primeiro turno. Não sou um vencedor solitário. Faço parte de uma rede que tem compromisso com o RS”, disse.
O governador citou os exemplos do escritor Erico Verissimo e do sociólogo Raymundo Faoro, ambos gaúchos, pela forma com que o primeiro apresentou o Rio Grande  seu significado em sua literatura e a forma pela qual Faoro, por outro lado, criticou o patrimonialismo do Estado e das elites brasileiras.
Bruno Alencastro/Sul21
Foto: Bruno Alencastro/Sul21
O petista citou ainda o exemplo do ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela na luta pela liberdade e disse que só a exposição pública de conflitos “pode promover uma sociedade justa”, momento em que foi aplaudido com entusiamo.
Tarso estimulou a imprensa a indicar eventuais improbidades administrativas em seu governo e finalizou: “Muito obrigada ao povo gaúcho. Viva o Rio Grande, viva o Brasil”, sendo aplaudido de pé.
Yeda e Tarso desceram juntos parte das escadarias do palácio, onde se abraçaram. Yeda deixou o Piratini e Tarso retornou ao salão Negrinho do Pastoreio, onde os secretários do novo governo tomaram posse. Por último, Tarso foi até uma das sacadas do palácio, onde discursou para o público que acompanhava a cerimônia na Praça da Matriz.

Por Sul21

Lula e Dilma: O Brasil continuará mudando

Dilma recebe faixa presidencial e diz que Brasil precisa “perseguir seus sonhos”


Dilma recebeu a faixa presidencial de Lula/ Foto Agência Brasil
Igor Natusch
Depois de cumprir o ritual de posse no Congresso Nacional, a nova presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, dirigiu-se ao Palácio do Planalto, para receber a faixa presidencial e dar posse aos ministros que farão parte de seu governo. Em um discurso de cerca de 20 minutos, dirigiu-se ao povo brasileiro, repetindo a ideia que animou sua fala anterior, no plenário da Câmara: a de que todos devem se unir para que o crescimento do Brasil tenha continuidade.
Na chegada ao Congresso, Dilma foi forçada, pela chuva, a passar pela chapelaria, no andar de baixo, ao invés de ir pela rampa. Na saída, porém, o temporal tinha passado, e a nova presidenta fez questão de encontrar o grande público que a aguardava na Praça dos Três Poderes. Acompanhada de senadores e deputados, Dilma ouviu, no alto da rampa do Congresso, o Hino Nacional, em meio a salvas de canhão. A seguir, desceu a rampa, passando as tropas em revista e saudando a população. Em determinado momento, fez uma pausa e foi até a bandeira brasileira, empunhada por um dos militares presentes. Segurou a ponta da bandeira e deu um beijo no símbolo nacional.

Dilma desfila com a filha Paula ao lado /Foto Agência Brasil
Com a melhora do tempo, Dilma também pôde desfilar em carro aberto no caminho até o Palácio do Planalto. Populares se espremiam junto às grades divisórias, ostentando bandeiras e gritando o nome da nova presidenta. Em outros momentos, era possível ouvir pessoas cantando também o nome do ex-presidente Lula. Ao lado de Dilma, a sua filha Paula. Ao contrário da mãe, que manteve o tempo todo vestido e casaco brancos, Paula trocou o vestido vermelho, que usou no trajeto da Granja do Torto até o Congresso, por um conjunto azul, com detalhes em preto. Em outro veículo, o vice Michel Temer seguia o carro de Dilma, acompanhado da esposa, Marcela.
Vestindo a faixa de presidente, Lula aguardava no alto da rampa do Planalto, acenando para populares e aplaudindo a comitiva que trazia Dilma Rousseff para a transmissão do cargo. Dilma subiu a rampa ao lado de Michel Temer, enquanto Lula aguardava ao lado de sua esposa, Marisa. No primeiro encontro de Dilma e Lula, um afetuoso abraço, seguido de um cumprimento ao público, quando todos, de braços erguidos e mãos dadas, posaram para fotos.

Dilma recebe a faixa de Lula / Foto Agência Brasil
A entrega da faixa foi breve, com muitos sorrisos. Logo após receber a faixa, Dilma ouviu o Hino Nacional. Na hora do discurso, Lula saiu discretamente, deixando as atenções concentradas na nova presidenta.
“Minhas mãos estarão abertas para todos”
“Estou feliz como raras vezes estive na minha vida, pela oportunidade que a história me deu de ser a primeira mulher presidenta do Brasil”. Com essas palavras, Dilma começou seu discurso. A seguir, lembrou as conquistas do governo Lula. “Foi um privilégio ter tido a chance de conviver com o presidente Lula, um governante justo e um líder apaixonado pelo país e por sua gente. Minha emoção pela posse se mistura com a despedida deste grande nome, que está gravado no coração do povo, o lugar mais sagrado desta nação. Saberei honrar esse legado e darei continuidade a essa obra de transformação do Brasil”.
Ela aproveitou também para prestar novas homenagens ao vice de Lula, José Alencar, que luta contra um câncer e não pôde comparecer à transmissão de cargo. “Quero prestar minha homenagem a outro grande brasileiro, que esteve ao nosso lado nesses oito anos: nosso querido vice-presidente José Alencar. Que exemplo de coragem e amor à vida nos dá esse grande homem”.

Dilma discursa no Parlatório ao lado de Michel Temer e sua mulher, Marcela / Foto Agência Brasil
Repetindo o que dissera pouco antes na Câmara Federal, Dilma pediu uma grande mobilização em nome do futuro do país. “Quando se governa pensando no interesse público e nos mais necessitados, uma imensa força brota do nosso país, e todos nós avançamos juntos. Cuidarei com muito carinho dos mais frágeis e necessitados. Governarei para todos os brasileiros e brasileiras”. Também reservou palavras conciliadoras para seus opositores no período eleitoral. “Minhas mãos estarão abertas e estendidas para todos, desde nossos aliados de primeira hora até os que não estiveram conosco no período eleitoral. Trabalharei para que todos estejamos unidos”, garantiu.
“Não peço a ninguém que abdique de suas posições”, continuou. “Buscarei apoio e respeitarei a crítica. É o respeito às ideias que move as grandes democracias, como a nossa. Não carrego nenhum tipo de rancor. A hora, agora, é de união”.
“Meu sonho é o mesmo de qualquer cidadão”
Dilma Rousseff voltou a prestar sua homenagem aos companheiros de luta contra a ditadura militar. “Minha geração deu sua juventude, em um período de escuridão imensa, lutando em nome do nosso país. A meus companheiros, que tombaram nessa jornada, presto minha homenagem e a minha comovida lembrança”. A frase gerou uma grande salva de aplausos entre os populares que assistiam ao discurso.
Reforçando a novidade de ser a primeira mulher a governar o Brasil, a nova presidente pediu a todos os brasileiros que não parem de sonhar com um país ainda melhor. Emocionada, Dilma fez uma pausa para tomar água, e enxugou discretamente as lágrimas. “O meu sonho é o mesmo sonho de qualquer cidadão ou cidadã. De que um pai ou uma mãe possa oferecer a seus filhos oportunidades melhores do que tiveram. Esse sonho é o que constrói uma família e que ergue um país. Para governar um país continental, é preciso ter grandes sonhos, e persegui-los”.
“Vou estar ao lado dos que trabalham pelo bem do Brasil. Se todos trabalharmos pelo Brasil, o Brasil nos devolverá nosso esforço em dobro. Tudo que for plantado com mãos carinhosas será colhido com amor e alegria”, declarou. E concluiu pedindo ao povo brasileiro o esforço para construção conjunta de um mundo de paz. “Darei todo meu empenho e dedicação para que as transformações continuem e se expandam. Nosso país tem, hoje, condições de se transformar no melhor país para se viver”.
Entre os convidados internacionais, Hillary Clinton e Hugo Chávez
Após o discurso, Dilma dirigiu-se ao Salão Leste do Palácio do Planalto, onde recebeu os cumprimentos dos líderes internacionais presentes à cerimônia. Entre outros, estavam presentes o primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates; o presidente do Uruguai, José Mujica; Mahmoud Abbas, da autoridade palestina; o primeiro-ministro da Bulgária (país onde nasceu o pai de Dilma), Boyco Borissov; a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton; e o presidente da Venezuela, Hugo Chávez. A norte-americana e o venezuelano, opostos na política internacional, cumprimentaram Dilma em sequência.
Após os cumprimentos, Dilma foi despedir-se de Lula. De braços dados com Lula, a presidenta desceu a rampa do Planalto, em um gesto de deferência ao seu antecessor. Emocionado, Lula acenou para o público, com Dilma à esquerda e sua esposa, Marisa, ao seu lado direito. Ao contrário do previsto por parte da imprensa, não foi tocado o tema de vitória, tornado clássico pelas corridas de Fórmula-1, ou o antigo jingle da campanha de Lula, “Lula lá”.
Enquanto Lula rumava para São Paulo, Dilma retornou ao interior do Palácio do Planalto para dar posse ao ministério. Na medida em que seus nomes iam sendo anunciados, os integrantes do novo governo dirigiam-se até o púlpito, assinando o ato de posse e recebendo os cumprimentos da presidenta. Um dos primeiros foi Antonio Palocci, empossado chefe da Casa Civil – cargo ocupado com destaque pela própria Dilma durante o governo Lula.
Ao final da cerimônia, Dilma Rousseff se dirigiu ao Itamaraty, onde recepcionará 3 mil convidados com um coquetel. O trajeto entre o Planalto e o Itamaraty também foi feito em carro aberto, já que a chuva ofereceu trégua. Ao lado da presidenta estava sua filha, Paula Araújo. No caminho, o público aplaudia e gritava o nome da nova presidenta brasileira.
 Click abaixo e ouça o discurso de posse da companheira Dilma:
http://www.youtube.com/watch?v=tI-wWigoKRw&feature=player_embedded 



Por Sul21

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

O DEM e sua "turma" (para não chamá-los de ......), têm ataque de ciúme!

DEM move ação contra rebatismo de Tupi, agora Lula

Wilson Dias/ABr

Horas depois de a Petrobras ter anunciado a troca de nome da primeira área do pré-sal, o DEM informou que recorrerá ao Ministério Público contra a decisão.

Descoberta em 2007, a área em questão havia sido batizada de Tupi. Agora, sob a alegação de que o nome era provisório, foi rebatizada deLula.

Os campos que compõem a megajazida Lula receberão nomes de espécimes da fauna marinha brasileira.

Coube ao deputado Ronaldo Caiado (GO), vice-líder do DEM na Câmara, anunciar a reação da legenda, hoje dividida entre oposicionistas convictos e envergonhados.

Em mensagem pendurada em seu microblog, Caiado anotou: “Vamos fazer representação junto ao Ministério Público” contra Lula.

Caiado bateu: “Após defender mensaleiros e desrespeitar leis eleitorais, Lula rasga a Constituição e mais uma lei ao colocar seu nome na área de Tupi”.

Numa trinca de notas (aquiaqui e aqui), o deputado reproduziu trechos do artigo 37 da Constituição.

Inclui entre os principíos que devem reger a administração pública o da “impessoalidade”.

Em seu parágrafo primeiro, o mesmo artigo prevê que a publicidade dos programas e obras oficiais deve ter “caráter educativo, informativo e de orientação social”.

No mesmo parágrafo, o texto proíbe o governo de lançar mão de “nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores".

Noutra mensagem levada ao twitter, Caiado invoca os artigos 11 e 12 da lei 8.429, de 1992, contra “o senhor Lula-Tupi”.

Essa lei, escreve o deputado, sujeita os gestores públicos que incorrem em promoção pessoal à perda dos direitos políticos por período de três a cinco anos.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Lula do PT

“Saio do governo para viver a vida das ruas”


Em um pronunciamento primoroso, que lembrou, de um lado, a carta de despedida de Getúlio Vargas e, de outro, o discurso de vitória de Barack Obama, Luiz Inácio Lula da Silva fez um balanço das conquistas de seu governo, apresentou suas despedidas como presidente da República e apontou os rumos futuros de um novo país.
Foram muitas as realizações nos oito anos de governo Lula, mas a que melhor sintetiza seus feitos foi a de promover o desenvolvimento econômico com inserção social. O país dobrou sua taxa média anual de crescimento, rompendo com uma estagnação econômica de mais de 20 anos. Ao mesmo tempo, 28 milhões de pessoas saíram da linha da pobreza e 36 milhões entraram para a classe média. Este processo aconteceu de forma pacífica, sem enfrentamento de classes, por meio da negociação e do diálogo, fato poucas vezes ocorrido na história mundial. A ação governamental se voltou para a ampliação significativa da rede de proteção social e, ao mesmo tempo, para a concessão de incentivos à produção e ao crédito, o que incentivou o crescimento econômico, gerou empregos e possibilitou o aumento de salários.
Mais do que uma celebração do passado e de seus feitos, o discurso de Lula foi uma aposta no futuro do Brasil e de sua gente. Falou de esperança, de ousadia e, sobretudo, de confiança: “Quando um país como o Brasil passa a acreditar em si mesmo nada, absolutamente nada, detém sua marcha inexorável para a vitória.”.
Nas palavras de Lula, “a transição de governo, do primeiro operário presidente para a primeira mulher presidente, será um marco para fazer do Brasil um dos países mais igualitários do mundo”. Este é um compromisso com o futuro e um desafio que fica lançado para a nova presidente.
Para que isto aconteça, o Brasil precisará reconstruir suas instituições políticas, desde as que agregam os interesses de partes da sociedade, como os partidos políticos, até e principalmente as que compõem o Estado, responsável pela constituição do bem-estar comum. Só quando estes espaços se tornarem efetivamente republicanos, colocando o bem-estar da maioria dos cidadãos acima de interesses individuais, o Brasil passará a integrar, de forma estável, o rol dos “países mais igualitários do mundo”.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Henrique Fontana negocia com PCdoB eleição de Marco Maia à presidência da Câmara em 2011

Igor Natusch
Os dois anos como líder do governo na Câmara Federal deram grande experiência a Henrique Fontana (PT-RS) quando o assunto é gerenciamento de conflitos. Depois de atuar na linha de frente de projetos como o Minha Casa, Minha Vida e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Fontana está envolvido em outra batalha – desta vez, nos bastidores. Marco Maia (PT-RS), indicado pelo PT para a presidência da Câmara em 2011, corre o risco de ter de disputar o cargo com Aldo Rebelo (PCdoB-SP). A iniciativa de Rebelo seria uma represália dos comunistas, que estão descontentes com o pouco espaço no governo de Dilma Rousseff. Henrique Fontana, nome de grande trânsito entre as bancadas do chamado “bloquinho” de Brasília (PT, PCdoB e PSB), está sendo o principal articulador de um acordo que supere o impasse e evite uma desgastante disputa pela presidência.
Prestes a iniciar o quarto mandato em Brasília, Henrique Fontana atendeu o Sul21 por telefone, no intervalo de duas reuniões. Discutiu as questões que envolvem a presidência da Câmara Federal, e aprofundou também outros aspectos do governo que se inicia em janeiro, demonstrando confiança no conhecimento adquirido por Dilma durante sua atuação no governo Lula. Comentou ainda sobre o recente aumento de salário dos parlamentares, lamentando o critério adotado e propondo que o Supremo Tribunal Federal (STF) passe a votar os aumentos da Câmara Federal. E previu uma boa relação do futuro governador do RS, Tarso Genro, com o governo federal, garantindo que a bancada petista trabalhará para ampliar o repasse de recursos para obras e investimentos no estado.
“É muito difícil realizar um processo de composição no qual os partidos aliados digam que está tudo ótimo, sem levantar nenhuma crítica.”
Divulgação
Henrique Fontana / Foto: Divulgação
Sul21 – É sempre complicado lidar com a divisão de cargos durante a montagem de um novo governo. Alguns aliados ficam insatisfeitos, querem mais espaço, e isso pode provocar rachaduras na base governista. Como o senhor avalia a composição de governo feita por Dilma Rousseff?
Henrique Fontana
– Vejo que a nossa presidenta conseguiu compor um governo que, além de manter a qualidade de quadros para os diferentes ministérios, conseguiu o objetivo da composição política. É normal que algum partido, mesmo o próprio PT, tenha críticas quanto ao resultado final de alguns ministérios, mas o fato de que essas críticas vem de partes distintas da base aliada indica que ela conseguiu equilíbrio, gerando apenas insatisfações pontuais. Ela compôs, e todos aceitaram essa composição, sinal de que o objetivo político foi alcançado.
Sul21 – Como encarar, então, as críticas de alguns setores próximos ao núcleo do governo?
HF
– É muito difícil realizar um processo de composição no qual, depois de todas as cartas estarem colocadas na mesa, os partidos aliados digam que está tudo ótimo, sem levantar nenhuma crítica. O importante é que o governo é plural, tem espaço para todos os aliados que compuseram a nossa aliança vitoriosa. Tem um espaço um pouco maior para o PT, mas isso é normal, já que é o partido da Presidente da República, além de ter a maior bancada. Somos o núcleo de sustentação do governo, em cargos como Casa Civil, Justiça e Fazenda, como foi no governo Lula. Acho que foi uma articulação bem sucedida, com bons resultados.
Sul21 – Um dos partidos que manifesta sua inconformidade de forma mais clara é o PCdoB. Isso pode ter reflexos até na presidência da Câmara para 2011, já que Aldo Rebelo (PCdoB-SP) dá sinais de que pode concorrer com Marco Maia (PT-RS), indicado pela bancada petista, gerando grande desgaste dentro da base governista. Como evitar que isso se concretize?
HF
– Estamos conduzindo isso de forma respeitosa e politizada. Tenho conversado com as lideranças do PCdoB. Ontem mesmo tive uma reunião, junto com o nosso candidato Marco Maia, com o deputado Daniel Almeida, que é líder do PCdoB. Nosso esforço é de expor a eles a nossa visão, ou seja, de que o PCdoB e o PSB são aliados que nós consideramos estratégicos e com um papel muito importante no nosso governo. Em termos de espaço de governo, o PCdoB continua com espaço semelhante ao que tinha no governo Lula, mas ainda mais do que isso, ele tem um espaço permanente de diálogo com a presidência e com o núcleo de governo. Dentro da Câmara, eu tenho grande respeito pelo deputado Aldo Rebelo, que foi nosso presidente (2005-2007), inclusive estive no centro da campanha dele quando ele assumiu a presidência da Câmara. Mas temos procurado ponderar a ele, e ao PCdoB como um todo, que o momento pede que tenhamos uma unidade em torno da regra institucional, que é do maior partido (PT) indicar o candidato à presidência. No caso, o acordo que fizemos é de que os dois maiores partidos, PT e PMDB, indiquem o presidente por dois anos cada um. Poderá surgir um outro momento, como da outra vez, quando a candidatura do deputado Aldo acabou se tornando a candidatura de todos nós. Daquela vez, entendemos que o nome dele era o mais forte para o momento. Mas não é o caso de agora. Entendemos que acabamos de sair de uma eleição, na qual o PT recuperou a condição de maior bancada na Câmara, e nós temos nomes qualificados para ocupar a presidência da Casa, entre os quais já escolhemos o Marco Maia. Agora, nós queremos pedir o apoio do PCdoB nessa política de distribuição proporcional dos espaços na Câmara.
“A gente nunca pode ser afobado na política.”
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Henrique Fontana e Tarso Genro / Foto: Divulgação
Sul21 – Mas o senhor confia no acordo?
HF
– Sim. Nós temos procurado o PCdoB, além de lideranças do PSB e do próprio PDT, e as coisas têm caminhado bem. Agora, a gente nunca pode ser afobado na política. Existe uma legitimidade, o Aldo é um líder muito forte no parlamento e algumas pessoas o procuram com a ideia de uma candidatura. É normal que ele e o PCdoB tenham o seu tempo de análise. Mas a nossa expectativa é de que caminhemos juntos nessa questão da presidência da Câmara. As notícias são boas da parte do PSDB e do Democratas (outros dois partidos com forte representação em Brasília), mas queremos especialmente evitar uma divisão no nosso campo, na base aliada que dá sustentação ao governo Dilma. Esse seria o pior cenário, o que seria concretizado com uma segunda candidatura. Isso pode dar problemas mais sérios. Mas acho que a chance de que isso seja evitado é muito boa, e estamos trabalhando para isso.
Sul21 – O que podemos esperar dos primeiros dias de Dilma Rousseff na Presidência da República? Quais os principais desafios que se desenham para o primeiro ano de governo?
HF
– Acho que o governo Dilma vai começar muito bem. Temos uma aliança até mais ampla, pelo número de parlamentares, do que no governo Lula. Ou seja, no Congresso, a coisa tende até mesmo a melhorar. Nós já temos uma experiência grande em ser governo, já são oito anos, e isso também nos dá uma maturidade e um conhecimento maior dos mecanismos do dia a dia da gestão e da composição política. Economicamente, o país está bem, e isso também ajuda muito o governo, já que a economia move muito a política. Dá uma solidez, digamos assim. Então, nós não acreditamos que a oposição reproduza, no início do próximo governo, o que foi o tensionamento exacerbado que ela teve em boa parte do governo Lula. A gente espera um ambiente mais voltado para a negociação, buscando a solução de problemas objetivos do país. Por exemplo, na ideia de fazermos uma reforma tributária, na ideia de que tenhamos alterações no sistema político. Penso que é esse o ambiente que deve se tentar criar no início da nova legislatura. Reformas que possam ser construídas com a participação conjunta de governo e oposição.
Sul21 – Mas existem questões que serão, de certo modo, herdadas do governo Lula. Por exemplo, a compra dos caças para a Força Aérea Brasileira (FAB) e a nomeação do novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Essas questões podem criar algum embaraço? Não acabam dificultando um pouco o começo do governo Dilma?
HF
– Isso é algo normal. O ato de governar pode ser definido como um moto contínuo, então, por mais que o presidente procure limpar a pauta, isso acaba acontecendo. O bom é que a Dilma já tem um volume de informações muito grande sobre os assuntos que estão por serem definidos. Isso é uma vantagem para o país. Ela sobe na bicicleta andando e pode manter a mesma velocidade. Ela tem conhecimento profundo sobre um conjunto de temas, como esse que tu citaste, dos caças. É um assunto que não estudo muito, que não é do meu cotidiano, mas que a presidenta certamente conhece bem, participou de muitas conversas sobre o tema, em seus tempos de chefe da Casa Civil. Ela não começa do zero, e isso é ótimo para todos.
“Me inclino para a ideia de que o Supremo (STF) poderia definir o salário do parlamento.”
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Sul21 – Uma das questões mais delicadas dos últimos dias da Câmara foi a aprovação do aumento de 61,8% para os salários dos deputados. É uma situação desgastante para a imagem dos deputados federais, além de polêmica. O senhor foi favorável ao aumento? Como evitar esse tipo de constrangimento?
HF
– Queria deixar claro que eu tenho uma posição diferente da que foi tomada pelo parlamento. Na minha opinião, era mais adequado adotar um modelo de correção pela inflação dos quatro anos, fazer uma reposição a partir dos índices de inflação, e posteriormente, incorporar um mecanismo de reposição anual, de modo que se pudesse ter mais controle sobre esses valores. Além disso, do ponto de vista institucional, me inclino para a ideia de que o Supremo (STF) poderia definir o salário do parlamento. Isso evitaria o constrangimento que ocorre a cada votação de aumento. Porque, mesmo que a regra seja essa, de que se vote no final de uma legislatura para que o aumento valha apenas na próxima, o objetivo da regra se perde, já que a metade do parlamento se reelege. A coisa não se resolve por aí. Me parece que uma votação de aumento dos parlamentares pelo Supremo seria uma boa medida. Outro caminho seria termos um teto unificado. Não quer dizer que eu seja a favor do aumento concedido agora, mas me parece que seria, institucionalmente falando, uma medida positiva. Na minha opinião, poderíamos ter congelado o salário do Supremo, e ao longo de quatro ou cinco anos, ir trabalhando para igualar o salário dos parlamentares ao do STF. No caso atual do Supremo, a iniciativa é do presidente, mas o parlamento pode concordar ou não com o pedido. No caso da Câmara, a iniciativa e a votação ficam a cargo dos próprios parlamentares. Então, uma solução possível seria essa, de que o parlamento decidisse o salário do Supremo e vice-versa. Como estamos no topo do processo decisório, não existe uma solução que evite problemas nesse tipo de situação. O presidente, que é a única instância superior, não pode definir o salário dos parlamentares e do Supremo, pois seria algo inadequado dentro da perspectiva de independência dos poderes.
Sul21 – E quanto ao governo do RS? Agora, a bancada petista na Câmara Federal vai trabalhar para um governador do mesmo partido (Tarso Genro). Que tipo de mudanças isso traz? Já existe alguma definição sobre prioridades ou linhas de ação?
HF
– Tem um papel que, por óbvio, se amplia para a bancada, que é a busca de recursos. Não só de recursos para obras, mas de políticas públicas em geral. Não que ele se altere, porque a bancada sempre trabalhou para isso, para abrir canais de negociação e diálogo com os diferentes ministérios. Espero que, com o governo Tarso, o papel da bancada gaúcha do PT em Brasília se amplie nesse sentido, que o governador busque a sua própria bancada para defender temas importantes, em diálogo com ministérios e governo. Se bem que, nesse sentido, o governador tem canais muito abertos para negociação, já que ele conhece o cotidiano de trabalho de praticamente todos os ministros. Mas esse é um dos papeis que vai crescer para a bancada federal gaúcha do PT, de fazer essa articulação entre o governo do estado e a presidência.

por: Sul 21

Projovem lá e aqui: indicíos concretos de maracutaia na sua administração

MAIS UM...

Na Câmara de vereadores de Porto Alegre será instalada uma CPI para investigar a execução do programa projovem.
Em São Borja, este programa deveria ser investigado. Já que o prefeito Mariovane contratou uma entidade de um ex-vereador de seu partido para executar este importante programa.
O valor do projeto que foi "gerenciado" pelo companheiro do prefeito, foi mais de 1.287.000 mil reais.
Este programa de grande importância à nossa juventude, foi criado pelo governo Lula para viabilizar o desenvolvimento técnico, profissional e humano. 

No dia 21 de abril de 2010 eu postei o alerta.
A forma e os fatos de Porto Alegre, foram os mesmos "Modus operandi" utilizados no projovem, aqui em São Borja pela administração Mariovane Weis do PDT. Acesse o linck abaixo e confira:

http://renept.blogspot.com/2010/04/governo-mariovane-pdt-um-governo-de.html  

"......A Prefeitura realizou como programa o ProJovem onde já investiram quase 2 milhões, que beneficia centenas de jovens da nossa cidade. O ProJovem é componente estratégico da Política Nacional de Juventude, do Governo Federal. Foi implantado em 2005, sob a coordenação da Secretaria-Geral da Presidência da República. Em São Borja, o projeto foi visualisado quando o prefeito "deixou" ser perdido 200 mil, sendo 100 da dep. Maria do Rosário, e 100 do Sen. Paim que seriam destinados a Juventude. Por este ato de sabotagem que sofremos (São Borja), eu e minha equipe buscamos o proJovem, contactamos, nos orientamos e estruturamos o projeto. Mas, bastou o PT sair do governo, e o Prefeito Mariovane fraudou e direcionou "entregando" a execução deste projeto para uma empresa de um parceiro seu, do PDT."

È isso..... 
Assim como lá, é aqui!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O sentido da aprovação de Lula

Não há dúvida de que o registro, feito pela pesquisa Ibope/CNI divulgada hoje, que dá 87% de aprovação pessoal ao Presidente Lula merece aquele famoso “nunca antes na história deste país”.
Passadas as eleições, é interessante que a gente analise isto mais além dos reflexos eleitorais de uma simples “popularidade”.
Claro que boa parte disso se deve ao fato do carisma pessoal do Presidente, suas origens e habilidades políticas.
Mas é claro também que isso não seria suficiente para isso, salvo se vivêssemos um instante onde alguma medida política de impacto, que caísse nas graças populares, como um pacote econômico provocasse um surto de apoio político. Mas isto não duraria tanto tempo, sem uma base real.
Acho que uma análise correta dos níveis de aprovação muito altos e duradouros de Lula não pode, simplemente, ser explicada por um quadro econômico favorável, embora isso seja parte essencial destes índices.
Mas creio que isso vá, como disse, além disso. Faz parte deste quadro, na minha opinião, um fator que os analistas da imprensa evitam, até porque, colonialista como são os nossos jornais, seria terrível admiti-lo.
É perceptível, porém, a qualquer um de nós, que o brasileiro recuperou a autoestima e a confiança no seu país.
Reverteu-se, especialmente a partir de 2005, a idéia de que nosso país ( e, por conseguinte, nosso povo) era intrinsecamente incapaz e que o capital e as empresas estrangeiras é que nos poderiam trazer desevolvimento e progresso.
De que as nossas elites deveriam “fazer o dever de casa” para que, quem sabe, lá adiante, nosso “povinho”, tivesse um paizinho “ajeitadinho”.
Aliás, nosso país era “pequeno” no mundo e não lhe cabia mais que o papel de coadjuvante na ordem mundial.
E Lula personificou esta mudança, tanto do ponto de vista das políticas de governo quanto, sobretudo, pela encarnação que é do brasileiro comum.
Talvez tenha feito muita gente sentir – mais que entender – algo que as elites brasileiras sempre negaram.
Que o Brasil é o povo brasileiro.

Bispo não aceita comenda oferecida pelo Senado

Por Jorge Seadi
Por discordar do reajuste salarial que os senadores aprovaram para eles mesmos, o bispo Manuel Edmilson da Cruz recusou, hoje (21) a comenda “Direitos Humanos Dom Helder Câmara”, oferecida pelo Senado ao padre e a outras autoridades que se destacaram na atuação pelos direitos humanos. Bispo de Limoeiro, Ceará, Dom Manuel recusou a oferenda em discurso em plenário, atacando o Legislativo.
“Sem ressentimentos e agindo por amor e por respeito a todos os senhores e senhoras, pelos quais oro todos os dias, só me resta uma atitude: recusá-la. Ela é uma afronta, um atentado contra o povo brasileiro, ao cidadão e à cidadã contribuinte para o bem de todos , com o suor do seu rosto e a dignidade de seu trabalho. É seu direito exigir justiça e equidade em se tratando de honorários e salários também”, discursou o bispo.
A atitude do bispo surpreendeu os senadores, que reservaram a manhã desta terça-feira para fazer a entrega ao bispo. Em ataque ao Congresso, o bispo disse que o reajuste dos parlamentares deveria ter seguido o salário mínimo. O plenário estava quase vazio em pleno início de recesso parlamentar. O bispo chegou a receber a comenda no início da sessão, mas depois devolveu-a durante o discurso. O senador José Nery (PSOL-PA), que presidia a sessão no momento da fala do bispo disse que o Congresso deveria refletir sobre o que acabara de dizer o bispo.
Na semana passada, em aprovação rápida, os parlamentares aprovaram um aumento de seus salários em 63%. Vão receber, a partir de janeiro do ano que vem, R$  26,7 mil.
Com informações do UOL
por http://sul21.com.br/jornal/2010/12/bispo-nao-aceita-comenda-oferecida-pelo-senado/

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

TARSO GENRO ESTAVA CERTO E SUA TESE CORRETA

A verdade não pode ser esquecida,  Crimes devem ser solucionados e criminosos responsabilizados. 
Só assim poderemos caminhar rumo ao futuro em paz!


Esta notícia, da condenação do Brasil, devido aos crimes dos serviçais do estado ditatorial e golpista que governou nosso país pós-64, foi pouco comentada pela imprensa.
Lembro-me do debate onde  Tarso defendeu essa linha jurídica,  de que a dita "anistia geral e irrestrita" não prescrevia os crimes cometidos, nem isentava das responsabilidades, os torturadores, que em nome do estado brasileiro, cometeram crimes de tortura contra cidadãos que defendiam a democracia para nossa pátria. 
A tese do então ministro da Justiça Tarso Genro foi massacrada pelos membros do P.I.G, (Partido de Impensa Golpista)  de forma sistemática e covarde. 
Hoje veio a verdade:
Tarso estava com a razão e sua posição era correta!

Marcelo Auler - O Estado de S.Paulo - 15/12/2010
 
A Corte Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), com sede em San José, na Costa Rica, condenou o Brasil por não ter punido os responsáveis pelas mortes e desaparecimentos ocorridos na guerrilha do Araguaia, entre 1972 e 1974, e determinou que sejam feitos todos os esforços para localizar os corpos dos desaparecidos.
Reprodução
Reprodução
Repressão. Soldados do Exército durante a 1ª campanha militar contra a guerrilha no Araguaia, em 1972
Em sentença divulgada ontem, de 126 páginas, o Tribunal concluiu em seu comunicado oficial que o Estado brasileiro é responsável pelo desaparecimento de 62 pessoas - embora o número estimado por entidades de direitos humanos seja de 69 pessoas. A decisão determinou ainda que o Estado pague US$ 3 mil para cada família a título de indenização pelas despesas com as buscas dos desaparecidos. Estipulou também indenização a titulo de dano imaterial de US$ 45 mil a cada familiar direto e de US$ 15 mil para cada familiar não direto.
A Corte considerou que as disposições da Lei de Anistia brasileira não podem impedir a investigação e a sanção de graves violações de direitos humanos. Para ela, as disposições da lei "são incompatíveis com a Convenção da OEA, carecem de efeitos jurídicos e não podem seguir representando um obstáculo para a investigação dos fatos do presente caso, nem para a identificação e punição dos responsáveis".
Outros casos. A decisão, embora refira-se à guerrilha do Araguaia, extrapola para outros casos quando a sentença diz que as disposições da lei "tampouco podem ter igual ou semelhante impacto a respeito de outros casos de graves violações de direitos humanos". Este entendimento derruba a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que considerou que a Lei da Anistia, de 1979, também beneficia os agentes do Estado que praticaram torturas e assassinatos.
A sentença foi provocada por três ONGs brasileiras - Centro Pela Justiça e o Direito Internacional (CEJIL), Grupo Tortura Nunca Mais do Rio de Janeiro (GTNM-RJ) e Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos de São Paulo (CFMDP-SP).
A decisão dos sete juízes estrangeiros e do juiz ad hoc brasileiro determina ao Estado brasileiro "a investigação penal dos fatos" para punir criminalmente os responsáveis. Na decisão, há determinações que certamente criarão constrangimentos, como a realização de um "ato público de reconhecimento de responsabilidade internacional". Neste ato, segundo a decisão, devem estar presentes "altas autoridades nacionais e as vítimas do presente caso". Outra determinação é a da implementação em um prazo razoável de "um programa ou curso permanente e obrigatório sobre direitos humanos, dirigido a todos os níveis hierárquicos das Forças Armadas"