quinta-feira, 5 de abril de 2018

Nobel da Paz, argentino Adolfo Pérez Esquivel lança campanha para Lula receber o prêmio também


 
"Convido vocês a participar da campanha para que Lula receba o Prêmio Nobel da Paz por sua luta contra a pobreza e a desigualdade. Compartilho a carta de indicação que apresentarei ao Comitê Nobel Norueguês", escreveu no Twitter um dia após o Supremo Tribunal Federal ter rejeitado um pedido de habeas corpus e cassado a liminar que impede a prisão do petista na Lava Jato.
 
Na carta, Esquivel cita uma série de políticas públicas criadas durante o governo do ex-presidente para combater a desigualdade social, e alerta para o fato de que tais programas estão sendo abandonados progressivamente desde o golpe de 2016.
 
Abaixo, a carta original.
 
 
Al Comité Nobel Noruego
Presidenta Berit Reiss-Andersen
Vice Presidente Henrik Syse
Miembros: Thorbjørn Jagland, Anne Enger y Asle Toje.

Reciban el fraterno saludo de Paz y Bien.
S / D
Mediante esta carta, quiero presentar ante este Comité la candidatura al Premio Nobel de la Paz de Luiz Inácio “Lula” Da Silva, Ex Presidente de la República Federal de Brasil entre los años 2003 y 2010, quien a través de su compromiso social, sindical y político, desarrolló políticas públicas para superar el hambre y la pobreza en su país, uno de los de mayor desigualdad estructural en el mundo.
Como bien ustedes saben, la Paz no es sólo la ausencia de la guerra, ni evitar la muerte de una o muchas personas, la Paz también es dotar de esperanza de futuro a los pueblos, en especial a los sectores más vulnerables víctimas de la “cultura del descarte” de la que nos habla el Papa Francisco. La Paz es incluir y proteger a quienes este sistema económico condena a la muerte y a múltiples violencias. Según el último informe de 2017 de la Organización de las Naciones Unidas para la Alimentación y la Agricultura (FAO) el hambre afecta a más de 815 millones de personas en el mundo. Se trata de un flagelo y un crimen que sufren pueblos sometidos a la pobreza y marginalidad, a los que se les roba la vida y la esperanza por generaciones. Por esta razón, si un gobierno nacional se convierte en un ejemplo mundial de lucha contra la pobreza y la desigualdad, contra la violencia estructural que nos aqueja como humanidad, merece un reconocimiento por su aporte a la Paz en la humanidad.
“Lula” Da Silva tuvo como uno de sus ejes fundamentales de gobierno comprometerse junto a los pobres a implementar políticas públicas para superar el hambre y la pobreza. En enero de 2003, en su discurso de asunción de la Presidencia de la República dijo: “Vamos a crear las condiciones que todas las personas en nuestro país puedan comer decentemente tres veces al día, todos los días, sin necesidad de donaciones de nadie. Brasil ya no puede continuar conviviendo con tanta desigualdad. Necesitamos vencer al hambre, la miseria y la exclusión social. Nuestra guerra no es para matar a nadie: es para salvar vidas”. Y en efecto, los programas “Hambre Cero” y “Bolsa Familia” sacaron de la pobreza extrema a más de 30 millones de personas, convirtiendo a Brasil en un modelo exitoso mundialmente reconocido por organismos internacionales como la FAO, el Programa de Naciones Unidas para el Desarrollo (PNUD) y el Banco Mundial.
- El porcentaje de personas que vivían con menos de US$ 3,10 por día cayó del 11% en 2003 a cerca del 4% en 2012, de acuerdo a datos del Banco Mundial.
- Hubo una reducción de la tasa de desempleo cercana al 50% de acuerdo con el Instituto Brasileiro de Geografia y Estatística. Y una creación de 15 millones de nuevos puestos de trabajo de acuerdo a datos del Ministerio de Trabalho e Emprego.
- Según el Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), el coeficiente del Gini brasilero era de 0,583 en 2003, y en 2014 era de 0,518, lo que señala que las políticas sociales que llevaba el Partido dos Trabalhadores (PT) dejó un Brasil con menos desigualdad social, en promedio la desigualdad cayó 0,9% por año en el intervalo de tiempo 2003-2016.
- La implementación de programas de educación y salud pública elevaron el Índice de Desarrollo Humano (IDH) de Brasil elaborado por el PNUD que en 2010 llegó a US$ 10.607 dólares anuales de ingreso promedio, a una expectativa de vida de 72,9 años, a una escolaridad de 7,2 años de estudio, y a una expectativa de vida escolar de 13,8 años.
El gobierno de Lula fue una construcción democrática y participativa con medios no-violentos que elevó el nivel de vida de la población y dió esperanzas a los sectores más necesitados. El mundo reconoce que hubo un antes y un después en la historia del desigual Brasil luego de las dos presidencias de Luiz Inácio Da Silva. La contribución de “Lula” a la Paz está en los hechos concretos de la vida del pueblo brasileño, y reforzada por los estudios de diversos organismos internacionales.
Estos resultados de los programas de gobierno del PT en Brasil para superar la pobreza y el hambre, no fueron a una política de Estado continuada por otros partidos de gobierno sino una política de gobierno específica que Brasil está abandonando gradualmente. Así lo demuestra el Banco Interamericano de Desarrollo (BID), que anunció que en el año 2017 Brasil tuvo más de 3 millones de nuevos pobres por las políticas del actual gobierno.
Por estos motivos, con el mismo sentido de esperanza que transmitió Martin Luther King cuando dijo“si el mundo terminara mañana, yo igual voy a plantar mi manzano” , somos muchos los que creemos que el Premio Nobel de la Paz para “Lula” Da Silva ayudará a fortalecer la esperanza de poder seguir construyendo un nuevo amanecer para dignificar el árbol de la vida.
Adolfo Pérez Esquivel
Premio Nobel de la Paz 1980

https://jornalggn.com.br/noticia/nobel-da-paz-argentino-adolfo-perez-esquivel-lanca-campanha-para-lula-receber-o-premio-tambem

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

QUANDO CHEGA A HORA DE AGRADECER

No dia 21\03, quando o Lula aqui vier, vou estar lá para agradecer.
Faço isso, não pelo PROUNI, Minha Casa Minha Vida, SAMU ou tantos programas. Faço isso pela decisão de Lula em instalar em São Borja a UNIPAMPA e o INSTITUTO FEDERAL FARROUPILHA.
Hoje estou fora da vida pública e não pretendo voltar. Sou cidadão que tem imperfeições, convicções, verdades, virtudes e defeitos. Uma das virtudes que tenho, é a capacidade de reconhecer e agradecer!
Num passado não muito distante, tive a sorte de estar no tempo certo, com as pessoas corretas e ser partícipe da revolução que esta transformando nossa terra e região.
O tempo passa, mas esta latente na minha memória os fatos, atos e seus atores que deram forma a essa revolução. Sei, por óbvio, que esse cenário esta se perdendo no tempo por ações ou omissões veladas dos senhores feudais e seus asseclas, que labutam para apagar da história local o que Lula e seu governo fez por São Borja. Agem distorcendo atos e fatos para construir a “nova verdade”, sem pudor algum.
Como tenho compromisso somente com minha consciência, pretendo agradecer a Lula (agora aqui na terrinha) pelo que fez pela nossa terra, pelo futuro de milhares de jovens que teriam poucas perspectivas profissionais e por suas famílias.
Muitos não sabem, mas no primeiro governo de Lula, foi criado o programa de ampliação do ensino Universitário. Esse programa tinha objetivo de levar o ensino superior para os recantos pobres do Brasil. São Borja fazia parte da metade Sul do RS e área de extrema pobreza considerando o IDH (e ainda faz). Por essa diretriz, começamos a trabalhar (era vereador) junto com muit@s companheir@s abnegad@s. Importante lembrar que inicialmente houve movimento com a intenção de Federalizar a URCAMP. Embora respeitando essa opinião, me posicionei contrário pois sabia da situação falimentar que universidade vivia (tinha sido presidente do Diretório Acadêmico quando cursava Adm. de Empresas). Nós queríamos uma universidade nova e do “zero” e sem passivo.  Inseri-me ativamente nas articulações e formamos uma corrente aliados ao ministro Tarso (CEDES e depois Min. Educação). Tarso foi o grande mentor e coordenou o projeto junto com deputados Federais da base de apoio do governo e outros companheir@s.  No final das articulações, esta força politica coordenada por Tarso chegou no Lula. Lula se convenceu e bateu o martelo, dando a ordem para viabilizar o projeto da nova  universidade multi-campi. Importante ressaltar que o câmpus de São Borja, foi o primeiro a ter o terreno próprio (no bairro do Passo),  o primeiro câmpus a ter os recursos para as obras, o primeiro câmpus a iniciar as obras e o primeiro a inaugurar o seu câmpus próprio. Tudo por decisão de Lula.
No segundo governo de Lula, foi criado o programa para ampliar o ensino técnico no Brasil. Haveria a criação de dezenas de Institutos Federais.
São Borja, por ter a Unipampa, estava fora das possíveis cidades que seriam contempladas com os novos Institutos de ensino.
Depois de muito trabalho (era vice-prefeito), mobilizações e articulações politicas e técnicas, São Borja foi incluída e habilitada a ser uma das dezenas de cidades que tinham possibilidade de receber o IFF.
Mas, foi Lula que decidiu que nossa terra teria o IFF. Sua decisão foi uma escolha politica\técnica. Ele novamente bateu o martelo por São Borja.
Como a Unipampa estava no Passo, sugerimos ao então prefeito Mariovane Weiss que o Instituto Federal ficasse no outro extremo da cidade (o município habilitado teria de doar área para a construção do novo complexo educacional).
Importante lembrar, que vários homens e mulheres trabalharam juntos para que estes dois projetos contemplassem São Borja.
Além do Presidente Lula, merecem nosso reconhecimento e respeito Tarso Genro (ministro), Dep. Federal Henrique Fontana, Dep. Federal Paulo Pimenta, Dep. Federal Maria do Rosário, dep. Federal Bohn Gass, dep. Federal Orlando Disconsi, Dep. Federal Marco Maia, Eliezer Pacheco (Secretário Nacional de Ensino Técnico), Sen. Paim, dep. Estadual Stilac Xavier, Prefeito Mainardi, Felipe Muller (então pró-reitor executivo da UFSM  e após, Reitor),  Cezar Alvarez (Assessor Especial do Presidente Lula) e os Assessores do Min. da Educação Juliana Foernges, Márcio Souza e Carolina (não lembro o sobrenome) entre outros membros do governo.
Por isso, quando Lula vier, vou reverenciá-lo com a cordialidade e o agradecimento de cidadão que foi testemunha do que esse homem fez pela nossa terra.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

O ESTADO É IMPLACÁVEL COM OS "NÃO SEUS"...

Sei o que Lula esta passando pois já passei por isso (de forma bairrista). Sei como o sistema funciona.
Fui eleito vereador em 1996...em 1997 assumi como presidente da Câmara..... comecei a denunciar, combater e desmontar uma quadrilha formada por políticos, policiais, ex-políticos, operadores do direito, membro da mídia e empresários, que por décadas roubavam do povo de São Borja ou eram coniventes... eles contra-atacaram... com ameaças, intimidações e processos. Para se ter uma noção, eu fazia administração de empresas na URCAMP e quando ia pra aula, descia do carro com material do curso numa mão e uma pistola na outra. Meu filho era pequeno, com dois ou três anos, eu treinei ele, de “brincar”, quando eu gritava “deita” ele “brincava“ de deitar no assoalho do carro. Não me mataram na época devido eu ter formação, ser policial que trabalhava na linha de frente e tinha uma ajuda do então delegado da PF em São Borja, Dr. Bento Cleber . Perseguiam meus amigos , companheiros e familiares......... até cocaína ‘enxertaram” na câmara para tentar me destruir politicamente.... como não conseguiram me assustar, começaram a me processar. Cada entrevista, cada pronunciamento que fazia contra a quadrilha, era uma representação ao MP, o Promotor aceitava e transformava numa denuncia e esta em processo.... me “bordaram” com mais de 20 processos.... num deles, por ter dito e dado “nome aos bois” me processaram por ter “ofendido os homens de bem” de São Borja. E, junto com o Ministério Público me condenaram a um ano e quatro meses de cadeia. Na condenação pediram a minha perda do mandato de vereador. Perdi o mandato... ... recorri ao TJ em Porto Alegre, mantiveram minha condenação. Recorri ao STJ em Brasília, lá mantiveram minha condenação....aí um dos mais renomados juristas do Brasil viu minha tese a qual defendia, dizendo que tinha sido eleito para fazer dentre outras coisas, o combate a corrupção. O Advogado Alberto Toron me ligou e propôs: te defendo no STF e vc me dá sua tese para escrever um livro sobre o tema. Como estava destroçado, de imediato aceitei. Ele recorreu ao STF e lá fui absolvido POR 10X0 (unanimidade). Os Ministros do STF concordaram que eu não ofendia “os homens de bem” quando exercia o mandato de vereador dentro do município combatendo a corrupção. Eu não tinha cometido crime algum, só estava cumprindo o que havia me comprometido como proposta de trabalho se eleito vereador: combater a corrupção em São Borja!
Fiz uma síntese do inferno que vivi por mais de 3 anos. Era capa de Jornal, e Chamada âncora no noticiário de rádios. Quando absolvido, saiu nota de rodapé...
Após, o Dr. Toron escreveu o livro “Inviolabilidade Penal dos Vereadores”.
Essa é uma síntese de tantos embates que tive na vida pública, sempre por escolher o caminho mais correto (que nem sempre é o mais fácil).
Por isso, sei o que esta acontecendo com Lula, sei o que é ser declarado "INIMIGO DO ESTADO" e não desejo isso pra ninguém...

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

E-Book: Reminiscência da Câmara Temática de Ciência Inovação e Desenvolvimento Tecnológico do RS

Entre 2011 e 2012, coordenei a Câmara Temática de Ciências, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico (CT-CI&DT) do Conselho do Governador Tarso Genro. Tinha como função estudar as pautas encaminhadas pelo governador ou pelo Pleno da Câmara, preparava propostas, projetos, relatório, sínteses, avaliava estágios de políticas propostas, andamento de projetos em execução bem como a interação do setor com órgãos públicos e privados, alimentando sempre os conselheiros e conselheiras para que estes pudessem tomar decisões fundamentadas. 
Na Câmara houve um trabalho magnífico com a participação de conselheir@s de todas as áreas do conhecimento. Nesta instância, formulavam-se propostas técnicas, políticas e estratégicas para o setor no estado. Tínhamos o consenso que o conhecimento não deveria ficar restrito a pessoas ou entidades. 
Após o fim do governo, vi que toda a memória, conhecimento e produtos produzidos na CT-CI&DT perderam-se por questões políticas ou por conta de que cada governo tem sua estratégia para o setor. 
Assim, para não perder de vez a riqueza ali produzida, resolvi confeccionar este material e publicar. Sei que será de extrema valia para a compreensão macro deste setor no estado. Sei também, que muito foi produzido, muitas propostas de políticas vingaram, mas também sei que muita coisa foi perdida. Nosso objetivo é resgatar o máximo de dados, para que sirvam hoje e no futuro, para governos, academia e empresas privadas. 
Bom proveito!

Renê Ribeiro 
Coordenador da Câmara Temática de Ciências, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico do RS, Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social – CDES-RS 2011 - 2012

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Eleitor elege raposa pra cuidar do galinheiro

Tempos estranhos... 


A maioria dos deputados e senadores brasileiros caçaram o mandato da Dilma, sem que ela tivesse cometido crime algum. Este mesmos representantes do povo, atuam para proteger Temer e Aécio, criminosos notórios, de provas cristalinas. Mas esperar o quê de um parlamento majoritariamente composto de bandidos. 
Seria cômico se não fosse triste, mas a culpa não é deles, é dos eleitores que os elegeram. 
Se você elege a raposa para cuidar o galinheiro, com certeza ela comerá as galinhas. É de sua natureza. Você não pode reclamar, era previsto...

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Suicido do reitor pelo estado policialesco-midiática

O reitor da Universidade Federal de Santa Catarina se suicidou ontem. 
Se jogou do alto de prédio. Esse é reflexo d época que vivemos. O estado policialesco-midiático prende condena e executa sem que haja o devido processo legal. Independente de ser culpado ou não, ninguém deveria ser exposto da forma que vem acontecendo. Todos são inocentes até a condenação final, sem que haja mais recurso. O Professor-reitor foi “esculachado” em uma operação precipitada da Policia Federal, a pedido de um MPF “sequelado” e um judiciário omisso e covarde. Este é um dos tantos que foram condenados a morte e executado pelo sistema. Até quando?

para pensarmos ...

ÚLTIMA CARTA DO REITOR da UFSC que cometeu o ato extremo.

"Não adotamos qualquer atitude para obstruir apuração da denúncia
A humilhação e o vexame a que fomos submetidos — eu e outros colegas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) — há uma semana não tem precedentes na história da instituição. No mesmo período em que fomos presos, levados ao complexo penitenciário, despidos de nossas vestes e encarcerados, paradoxalmente a universidade que comando desde maio de 2016 foi reconhecida como a sexta melhor instituição federal de ensino superior brasileira; avaliada com vários cursos de excelência em pós-graduação pela Capes e homenageada pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Nos últimos dias tivemos nossas vidas devassadas e nossa honra associada a uma “quadrilha”, acusada de desviar R$ 80 milhões. E impedidos, mesmo após libertados, de entrar na universidade.
Quando assumimos, em maio de 2016, para mandato de quatro anos, uma de nossas mensagens mais marcantes sempre foi a da harmonia, do diálogo, do reconhecimento das diferenças. Dizíamos a quem quisesse ouvir que, “na UFSC, tem diversidade!”. A primeira reação, portanto, ao ser conduzido de minha casa para a Polícia Federal, acusado de obstrução de uma investigação, foi de surpresa.
Ao longo de minha trajetória como estudante de Direito (graduação, mestrado e doutorado), depois docente, chefe do departamento, diretor do Centro de Ciências Jurídicas e, afortunadamente, reitor, sempre exerci minhas atividades tendo como princípio a mediação e a resolução de conflitos com respeito ao outro, levando a empatia ao limite extremo da compreensão e da tolerância. Portanto, ser conduzido nas condições em que ocorreu a prisão deixou-me ainda perplexo e amedrontado.
Para além das incontáveis manifestações de apoio, de amigos e de desconhecidos, e da união indissolúvel de uma equipe absolutamente solidária, conforta-me saber que a fragilidade das acusações que sobre mim pesam não subsiste à mínima capacidade de enxergar o que está por trás do equivocado processo que nos levou ao cárcere. Uma investigação interna que não nos ouviu; um processo baseado em depoimentos que não permitiram o contraditório e a ampla defesa; informações seletivas repassadas à PF; sonegação de informações fundamentais ao pleno entendimento do que se passava; e a atribuição, a uma gestão que recém completou um ano, de denúncias relativas a período anterior.
Não adotamos qualquer atitude para abafar ou obstruir a apuração da denúncia. Agimos, isso sim, como gestores responsáveis, sempre acompanhados pela Procuradoria da UFSC. Mantivemos, com frequência, contatos com representantes da Controladoria-Geral da União e do Tribunal de Contas da União. Estávamos no caminho certo, com orientação jurídica e administrativa. O reitor não toma nenhuma decisão de maneira isolada. Tudo é colegiado, ou seja, tem a participação de outros organismos. E reitero: a universidade sempre teve e vai continuar tendo todo interesse em esclarecer a questão.
De todo este episódio que ganhou repercussão nacional, a principal lição é que devemos ter mais orgulho ainda da UFSC. Ela é responsável por quase 100% do aprimoramento da indústria, dos serviços e do desenvolvimento do estado, em todas as regiões. Faz pesquisa de ponta, ensino de qualidade e extensão comprometida com a sociedade. É, tenho certeza, muito mais forte do qualquer outro acontecimento".

domingo, 24 de setembro de 2017

Nossas postagens compartilhadas por milhares

Nas postagens abaixo, tivemos a honra de milhares de compartilhamento. Isso fez com que nossa opinião fosse conhecida por milhões e assim, contribuindo para o debate e formação da cidadania...






sexta-feira, 12 de maio de 2017

O meu ódio ao Lula

O meu ódio ao Lula – talvez você se identifique

Depoimento de uma jovem que odiava o PT, a esquerda e Lula.
O que mudou?

Luiz Inácio Lula da Silva tornou-se Presidente da República quando eu tinha 13 anos – entre 2003 e 2010 – e, nesses oito anos de mandato, senti muita raiva do sujeito. Não consigo lembrar exatamente desde quando ou por que, mas desde que me conheço por gente eu tenho uma certeza: que ódio desse Lula ignorante.

Em partes, porque minha família inteira o detesta também. Cresci ouvindo comentários da piada que ele era. De como supostamente arrancou um dedo só para ganhar um processo contra a fábrica que trabalhava. E, o mais chocante: porque não tinha educação. Como assim? Quer ser Presidente do Brasil e só fez até a quarta-série? Até eu já tinha passado da quarta-série. Diziam também que era analfabeto e não sabia escrever ou ler – circulava sempre uma sátira dele lendo um livro de ponta cabeças. Pessoalmente eu tinha minhas dúvidas em relação ao fato, afinal aprende-se a ler antes da quarta-série.

Outra razão e objeto de canalização do meu ódio era o partido que ele representava. *Insira um palavrão*, o PT. Quem conseguia apoiar o Partido dos Trabalhadores? Eu ficava revoltada porque meu número na chamada na escola foi o 13 por três anos seguidos. Também não gostava de vermelho e evitava a cor. Nunca me esqueço do ano em que, para as Olimpíadas do Colégio, minha turma teve que ficar com a camisa vermelha – e o meu número era o treze, imaginem que vergonha eu passei.

Oras, o PT e o Lula já eram a escória da sociedade brasileira mesmo antes de estarem no poder. Mesmo antes do Lula ser Presidente eu já odiava o Lula e nós já sabíamos que ele era um ignorante. A voz dele irritava, e o fato do partido dele representar a esquerda. Ah, a esquerda! – ameaçava a paz global. Pra ser sincera eu também não sei desde quando comecei a ver a esquerda como a representação do mal na Terra, porém eu tinha as explicações que recebia: Che Guevara comunista matou milhares, comunismo é satanismo e o MST é uma barbaridade. Ok, no fundo eu não sentia nem vergonha por não saber explicar o meu ódio.

Quando entrei na faculdade de Relações Internacionais em 2010, era ano de eleições. E com informação, meu ódio cresceu. O curso estava dividido entre PSDB e PT, e eu obviamente, andava pelos corredores com meu “Serra” no peito. Para meu primeiro trabalho importante como universitária, na aula de Introdução à Política Externa, me propus a estudar e promover o debate “As Propostas de Política Externa dos Candidatos a Presidente do Brasil” – José Serra e Dilma Rousseff (Deus me livre, a Dilma).

Em resumo, depois de dois meses de pesquisa a minha conclusão me irritou: basicamente a política externa de Lula e do PT estavam trazendo o país para o seu momento mais privilegiado no cenário internacional, e a proposta de Serra levava para outro caminho. Por fim, tentei disfarçar mas apresentei o estudo e a conclusão. Ainda assim votei pelo PSDB naquele ano, e ainda assim tive muita raiva e “ameacei sair do país” quando Dilma foi eleita. Também culpei o Nordeste analfabeto por não saber votar e comprar os votos pra ganhar esmola do bolsa-família.

E saí do país, fui fazer o primeiro intercâmbio (trabalhar em uma fábrica nos Estados Unidos) e, aprendendo melhor o inglês, também fiz um curso online oferecido pela ONU na época: Os Desafios da Fome no Mundo. No primeiro texto eu já queria desistir. “Caso de estudo Brasil: a política social que tirou o país do mapa da fome”. É claro que enaltecia o programa Bolsa Família e o ex-Presidente Lula. Será que os doutores conheciam o Lula e o PT? Ah, que raiva. Que raiva por que mesmo?

Quem nunca se sentiu uma pessoa ruim por odiar um alguém sem saber explicar o porquê? -Principalmente nós, mulheres, que fomos educadas para ver a outra como inimiga e ameaça, e o fazemos assim até a maturidade chegar através de informação e experiências (quando ela chega) – enfim, comecei a perceber então que o que agora mais me dava raiva era que eu não sabia do que estava falando. Afinal, o problema do Brasil era a desigualdade e vilão nesse caso poderia ser o neoliberalismo,mas não era o Bolsa-Família ou o Lula.

A minha ficha caiu quando realmente olhei para uma charge na Veja (a revista que meus avos assinam e eu lia assiduamente): O ex-presidente Lula aparecia montado em um jegue cheio de malas e bolsas, e a legenda “mais um nordestino que veio pra São Paulo sem saber o que fazia” me deixou horrorizada. Esqueci o político naquela imagem e lembrei que essa era uma referência a um povo. Que horror. Era isso que eu pensava. Racista e preconceituosa. Sem a menor empatia. Achando que eu era melhor porque estava no Sul do país. Que bom que eu só tinha 22 anos e ainda dava tempo de me desconstruir.

Ainda faço esse exercício quando me surpreendo com sentimentos negativos a algo ou alguém. Pergunto-me o porquê e espero saber responder com lucidez. Hoje, admiro o Presidente que Lula foi e acompanho a perseguição que sofre, enquanto outros políticos estão envolvidos em escândalos maiores, mas não causam nem metade da indignação. Eu não tenho problemas se o Lula for preso – se fez errado, que pague. Porém como disse uma amiga “se contra fatos não há argumentos, contra a falta a de provas, qual é o argumento?”.

P.S: É claro que toda vez que um texto que não ataque o Lula seja publicado já se espera ser rotulado como “defender bandido”. Mas aí isso já é analfabetismo funcional, e tudo bem, eu tento entender. Também já fui assim.

 Cristina Diniz

Bacharel em RELAÇÕES INTERNACIONAIS – UNIVALI/Santa Catarina

quarta-feira, 10 de maio de 2017

LULA É ACUSADO DE CRIME QUE ESTA NA CABEÇA DOS DEMENTES

Lula é acusado de crime que “ia cometer” mas não ”cometeu”



Lava Jato supera Kafka e Minority Report: acusa Lula por não receber terreno
A Lava Jato abriu um processo contra Lula por ele não ter recebido um terreno, que segundo a operação, seria destinado ao Instituto Lula. A Lava Jato reconhece, porque é impossível não reconhecer, que o terreno não é nem nunca foi do Instituto Lula ou de Lula. É o grau de loucura que a Lava Jato chegou na sua perseguição contra o ex-presidente.
Ao invés de investigar e apresentar denúncias sobre delitos reais, e após fechar acordos que tiraram da cadeia pessoas que receberam dezenas de milhões em desvios da Petrobras, persegue delitos que só existem na imaginação de Power Point de alguns promotores, e ficam atribuindo imóveis que não são de Lula para o ex-presidente. E o juiz Sérgio Moro aceita uma denúncia absurda dessas em poucos dias, porque o importante é gerar manchete de jornal e impedir Lula de ser candidato em 2018. Abaixo, nota enviada para a Folha de S. Paulo:
“Não comentamos supostas delações. Delações não são prova, quanto mais supostas delações. O ex-presidente não solicitou nenhuma vantagem indevida e sempre agiu dentro da lei. O terreno nunca foi do Instituto Lula e tampouco foi colocado à sua disposição. O imóvel pertence a empresa particular que lá constrói uma revenda de automóveis. Tem dono e uso conhecido. Ou seja, a Lava Jato acusa como se fosse vantagem particular de Lula um terreno que ele nunca recebeu, nem o Instituto — que não é propriedade de Lula, nem pode ser tratado como tal, porque o Instituto Lula tem uma personalidade jurídica própria. Todas as doações feitas ao Instituto Lula estão devidamente registradas e foram feitas dentro da lei.”

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Segredos da escuridão: A podridão do casal Moro começa a aparecer

Esta matéria vi, li e achei que deveria compartilhar. Não é ato de retalhação.
Não dá para pensar que em atos criminosos do Juiz Moro, é somente por arrogância ou vingança ideológica. É muito mais!

"Uma quadrilha curitibana que tem como peça central ROSÂNGELA WOLFF MORO (esposa do juiz Moro) começou a ser desbaratada. É uma quadrilha bem articulada e de extrema periculosidade que transita no sul do país a anos. Essa quadrilha foi acusada de participar da "indústria da falência" que desviou bilhões de reais dos cofres públicos, sendo inclusive criado uma CPI para averiguar os fatos. Na época, saiu até um livro sobre o esquema desbaratado pela CPI, no qual o título é “Poder, Dinheiro e Corrupção: Os Bastidores da CPI das Falências”, obra escrita pelo deputado Fabio Camargo, autor e presidente da CPI. A imprensa golpista pratica o silêncio obsequioso sobre esse fato pois a esposa do juizeco Moro está envolvida até o pescoço.
Vejam como o banditismo é comum na família Moro : ROSÂNGELA WOLFF MORO, em determinado momento de sua trajetória, foi assessora de Flávio Arns e também trabalhou no departamento jurídico da APAE, onde havia um escritório de advocacia terceirizado pertencente a um sobrinho de Flávio Arns (ex-vice governador do Paraná-PSDB). O sobrinho de Arns possui uma escola de Direito chamada "Curso Luiz Carlos de Direito", que resolveu chamar para ministrar aulas DELTAN DALLAGNOL, SERGIO MORO e outros personagens da Lava Jato. Vejam a grade curricular do curso:
Disciplina: A Repressão dos crimes econômico/ professor Igor de Paula- delegado da Lava Jato;
Disciplina: Cooperação jurídica internacional/ professor Marcio Adriano Anselmo- delegado da Lava Jato;
Disciplina: Crimes de colarinho branco/professor Diogo Castor de Matos- procurador da República da Lava Jato;
Disciplina: Lavagem de dinheiro/ professora Érika Mialik Marena- delegada da Lava Jato.
Tem mais. Outro sobrinho de Flávio Arns, Marlus Arns é o principal advogado nos acordos de delação premiada na Lava Jato. Ele "negocia" com o juiz Moro a redução da pena. Traduzindo: Rosângela Wolff Moro é intima de Flávio Arns cujo um dos sobrinhos ja foi patrão de Dallagnol e Moro e hoje negociam com o mesmo a delação premiada de presos. É um jogo de cartas marcadas!
Outras peças do quebra cabeça:
BETO RICHA foi aluno de Flávio Arns. FIGUEIREDO BASTOS, advogado de Yussef, também. Alberto Yussef saiu da prisão a mando do juiz amigo Moro e está no regime aberto. Adivinhem que dia ele foi solto... Isso mesmo, no dia de aniversário de 3 anos da operação Lava Jato. Um presentão do amigo Sergio Moro.
Aos poucos iremos encaixar as peças e, logo veremos quem na realidade é a família Moro e seus associados.
A questão da APAE/ROSÂNGELA MORO é apenas um dedinho do monstro curitibano. Esse monstro terá sua cabeça exposta em praça pública. Precisamos fazer isso para libertar o Brasil!""

JEFFERSON GUIMARÃES. Belém, Pará.